UOL Notícias Notícias
 
18/07/2010 - 12h27

Atentado duplo contra as forças de segurança no Iraque mata 46 pessoas

BAGDAD, 18 Jul 2010 (AFP) -Dois homens-bombas mataram neste domingo 46 pessoas no oeste do Iraque, em ataques contra milicianos sunitas que apoiam as forças de segurança em sua luta contra a Al-Qaeda.

"Quarenta e três pessoas morreram e outras 40 ficaram feridas quando um suicida se explodiu na entrada principal de uma base do Exército, onde membros dos Sahwa iam receber seu salário", declarou uma fonte do ministério do Interior. O ataque aconteceu em Radwaniya, ex-reduto da Al-Qaeda, a 25 km a oeste de Bagdá.

Logo depois, em Qaim, a 340 km a oeste de Bagdá, perto da fronteira com a Síria, outro suicida detonou seus explosivos num quartel das milícias Sahwa. Dois milicianos e um policial morreram, e seis pessoas ficaram feridas.

Trata-se do atentado mais mortífero no Iraque desde 10 de maio, quando quatro carros-bombas explodiram sucessivamente no estacionamento de fábrica têxtil em Hilla, sul de Bagdá, na hora da saída dos operários. O ataque deixou 53 mortos e 157 feridos.

Criadas no final de 2006, as milícias Sahwa são formadas por antigos insurgentes sunitas que se passaram para a luta contra a Al-Qaeda, e que foram financiados, num primeiro momento, pelos americanos, segundo uma estratégia que contribuiu para reduzir a violência no país.

Como a polícia e o exército iraquianos, os Sahwa são um alvo constante dos insurgentes, que às vezes realizam campanhas de castigo contra seus integrantes.

Dessa forma, em abril passado, rebeldes disfarçados de militares assaltaram um povoado ao sul de Bagdá e mataram 25 pessoas, entre elas milicianos Sahwa, a modo de represália.

As milícias, que contam com 94.000 membros, passaram em janeiro de 2009 para controle do governo de Bagdá, mas seus dirigentes se queixam de ter sido abandonados pelas autoridades iraquianas.

Os atentados deste domingo coincidem, além disso, com um momento de crise política no Iraque.

Quatro meses depois das eleições legislativas, os partidos iraquianos continuam em chegar a um acordo sobre a formação do próximo executivo, nem sobre quem deve ocupar o posto de primeiro-ministro, algo disputado pelo atual premiê Nuri al Maliki e o ex-chefe de governo Iyad Allawi.

Em Bagdá e em Washington, inúmeras vozes se levantaram para advertir sobre o risco que supõe este bloqueio político para a segurança do país, onde os grupos armados mantêm a capacidade de atacar com violência.

Assim ficou demonstrando na semana passada, quando pelo menos 70 pessoas morreram em três dias em Bagdá, em vários atentados contra xiitas que pretendiam participar em uma importante peregrinação.

Os atentados acontecem também em pleno processo de retirada das forças americanas de combate. O contingente americano, atualmente de 74.000 efetivos, ficará reduzido a 50.000 em 1o. de setembro.

Siga UOL Notícias

Tempo

No Brasil
No exterior

Trânsito

Cotações

  • Dólar comercial

    16h58

    -0,53
    3,128
    Outras moedas
  • Bovespa

    17h20

    -0,28
    75.389,75
    Outras bolsas
  • Hospedagem: UOL Host