UOL Notícias Notícias
 
20/07/2010 - 14h34

EUA: painel do Senado aprova indicação de Elena Kagan para a Suprema Corte

WASHINGTON, 20 Jul 2010 (AFP) -O comitê de Justiça do Senado americano aprovou, nesta terça-feira, o nome de Elena Kagan, segunda indicação do presidente Barack Obama para a Suprema Corte, enviando sua nomeação para o voto em plenário na Câmara alta, antes do recesso de agosto.

Elena Kagan foi aprovada por 13 votos a 6 - com a adesão de um republicano aos aliados democratas de Obama.

O senador republicano Lindsey Graham, único membro do painel a quebrar as fileiras de seu partido, enalteceu o apoio de Kagan a poderes ampliados do governo na "guerra ao terrorismo", ao anunciar seu voto.

"Ela compreende que estamos em guerra", disse Graham.

Kagan será a quarta mulher na História a chegar à maior instância judicial americana e elevará o número de mulheres magistradas em serviço a três.

Os juízes têm cargo vitalício e são os guardiões da Constituição americana, estabelecendo precedentes para todas as cortes do país e deliberando em disputas mais árduas, com frequência em decisões apertadas que podem levar uma geração para serem revertidas.

Desde a designação de Kagan pelo presidente Obama, no dia 10 de maio, para suceder ao juiz John Paul Stevens, 90 anos, que anunciou sua partida em abril, a imprensa americana vem escrevendo uma enorme quantidade de artigos sobre a candidata.

Sua infância em Manhattan nos anos 60 e 70, seus estudos em Princeton, seus serviços na reitoria da Faculdade de Direito de Harvard - sua carreira jurídica foram dissecados nos menores detalhes.

Sua candidatura à magistratura havia sido rejeitada pelo Senado em 1999.

Os republicanos do Senado, no entanto, estão mais interessados em obter informações da época em que ela era assessora na Casa Branca, durante a presidência de Bill Clinton.

"A candidata apresenta certo número de elementos controversos em seu passado", havia afirmado o líder republicano da comissão jurídica do Senado, Jeff Sessions, lamentando as posições de "esquerda" de Kagan.

Os republicanos relembram o fato de que ela, no passado, havia recusado a entrada no campus de Harvard de militares que vieram realizar recrutamento, uma prática tradicional da prestigiosa universidade. Mas seus defensores afirmavam que o alistamento poderia ser realizado via organizações estudantis.

O senador do Texas, John Cornyn, lembrou que, no passado, Kagan posicionou-se contra o direito de portar armas, inscrito na segunda emenda da Constituição.

Em contrapartida, à esquerda, alguns, como o Centro pelos Direitos Constitucionais (CCR) que defendem os detentos de Guantánamo, criticam seu posicionamento muito favorável ao reforço dos poderes presidenciais, em particular sobre as questões de terrorismo.

Siga UOL Notícias

Tempo

No Brasil
No exterior

Trânsito

Cotações

  • Dólar comercial

    16h40

    0,55
    3,275
    Outras moedas
  • Bovespa

    16h48

    -1,98
    61.396,07
    Outras bolsas
  • Hospedagem: UOL Host