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21/07/2010 - 10h32

Hillary Clinton anuncia novas sanções dos EUA contra Coreia do Norte

SEÚL, 21 Jul 2010 (AFP) -A secretária de Estado americana Hillary Clinton anunciou nesta quarta-feira novas sanções econômicas e financeiras contra a Coreia do Norte, e disse que o regime comunista pode estar planejando outras provocações.

Hillary se referiu a uma série de medidas destinadas a "melhorar nossa capacidade de evitar a proliferação norte-coreana, de pôr fim as suas atividades ilícitas, que ajudam a financiar seus programas de armamento, e de desencorajar outros atos de provocação", em uma entrevista coletiva à imprensa em Seul.

Estas medidas estão destinadas a limitar a venda e a obtenção de armas por parte da Coreia do Norte e de materiais relacionados, a obtenção de produtos de luxo e de outras atividades ilícitas.

As sanções reforçarão a aplicação das resoluções do Conselho de Segurança da ONU aprovadas depois dos testes nucleares e de mísseis norte-coreanos, afirmou Hillary.

Os Estados Unidos também intensificarão os esforços para "identificar, pressionar e impedir negócios com entidades norte-coreanas envolvidas na proliferação e em outras práticas ilícitas no exterior", acrescentou a secretária.

Paralelamente, Estados Unidos e Coreia do Sul advertiram a Pyongyang que qualquer ato de agressão de sua parte terá "sérias consequências" e pediram ao governo norte-coreano que reconheça que torpedeou um barco em março passado, deixando 46 marinheiros mortos.

Esta advertência foi feita através de um comunicado ao término de uma reunião de Hillary Clinton e o secretário americano de Defesa Robert Gates com o ministro das Relações Exteriores sul-coreano, Yu Myung-Hwan, e com o ministro da Defesa, Kim Tae-Young.

Nesta declaração comum, os dos países recordam que as "provocações militares irresponsáveis" ameaçam as estabilidade da região.

Hillary e Gates estão em visita à Coreia do Sul para expressar seu apoio depois do naufrágio do "Cheonan".

A Coreia do Norte desmente formalmente que tenha atacado o barco sul-coreano.

"Houve algumas indicações durante os últimos meses, enquanto um processo de sucessão está em andamento na Coreia do Norte, de que pode haver provocações, particularmente depois do afundamento do 'Cheonan'", afirmou Gates.

De acordo com os analistas, o líder norte-coreano Kim Jong-Il, de 68 anos, que está doente, está prestes a nomear seu filho mais novo como seu eventual sucessor.

O naufrágio do "Cheonan" aumentou consideravelmente a tensão na Península Coreana.

Gates e seu colega sul-coreano, Kim Tae-Young, anunciaram na terça-feira um grande exercício naval conjunto que começará no próximo domingo, destinado a ser um elemento dissuasivo para a Coreia do Norte.

O Ministério da Defesa da Coreia do Sul disse que será o primeiro de uma série de dez exercícios navais conjuntos nos próximos meses. Gates defendeu os exercícios, afirmando que são importantes para mostrar que estão decididos a "não ser intimidados".

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