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22/07/2010 - 19h01

Bernanke acha que não é o momento de o Fed intervir na economia

WASHINGTON, 22 Jul 2010 (AFP) -Um novo indicador divulgado nesta quinta-feira sobre o aumento dos pedidos de seguro-desemprego voltou a deixar em evidência a fragilidade do mercado do emprego nos Estados Unidos; mas o presidente do Federal Reserve (Fed), Ben Bernanke, disse que ainda não é o momento para a instituição lançar medidas de apoio à economia.

Os pedidos de seguro-desemprego aumentaram mais que o previsto, depois de suas semanas de retrocesso, registrando 464.000 na semana entre 11 a 17 de julho, segundo cifras oficiais publicadas nesta quinta-feira, em Washington.

"O emprego é o problema mais importante a ser enfrentado neste momento", disse o presidente do Fed, em alusão à taxa de desemprego de 9,5%.

O presidente do banco central americano havia feito alusão na quarta-feira no Congresso aos riscos de deflação no país e de uma recaída da economia, mas procurou deixar claro que o Federal Reserve estava preparado para adotar novas medidas de apoio, se necessário.

No segundo dia da audiência semestral nesta quinta-feira, Bernanke insistiu junto aos parlamentares a que aprovem diversos projetos levados a sua consideração, para estimular a recuperação econômica.

"A direção que seguimos é baseada num crescimento econômico moderado assim que forem diluídos os efeitos da crise financeira europeia", acrescentou.

Outros dois indicadores publicados nesta quinta-feira foram menos maus que o esperado por analistas, mas ainda negativos.

O índice composto de indicadores econômicos dos Estados Unidos, LEI, registrou baixa em junho de 0,2% em relação ao mês anterior.

O Conference Board que elabora o LEI informou que a queda deveu-se, em particular, às dificuldades do setor de construção e à baixa da Bolsa em junho, já que os demais componentes conheceram um aumento "generalizado".

Outro indicador, divulgado pela Associação Nacional de Agentes Imobiliários (NAR na sigla em inglês), mostrou um retrocesso de 5,1% nas vendas de imóveis usados em junho, em relação a maio.

A NAR vinculou esse desempenho a um dispositivo fiscal, que está por expirar, e que havia contribuído para estabilizar o mercado.

Três pontos travam atualmente a recuperação da economia americana: o elevado nível do desemprego (que limita a margem de progressão do consumo, motor tradicional de crescimento); as dificuldades do mercado imobiliário e da construção civil, além da situação adversa que pesa sobre as Pequenas e Médias Empresas, principais criadoras de empregos no país.

Vários economistas, entre eles o prêmio Nobel Paul Krugman, pediram ao Fed que volte a estimular a economia para evitar o desastre de uma segunda derrocada, desta vez com deflação.

O Fed considera, no entanto, que não há pressa. Um de seus governadores, William Dudley, estimou nesta quinta-feira que existe apenas "um risco menor de recaída da economia, apesar das perspectivas de um crescimento menor no segundo semestre do que no primeiro".

O Fed tem meios para atuar, reconheceu Bernanke, com o objetivo de tranquilizar, mas, advertiu, cada uma das possibilidades que se apresentam têm seus "inconvenientes".

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