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23/07/2010 - 10h36

Estados Unidos e Índia assinam acordo antiterrorista

NOVA DÉLHI, 22 Jul 2010 (AFP) -Índia e Estados Unidos assinaram um acordo antiterrorista nesta sexta-feira, um dia depois que o chefe do Estado-Maior conjunto americano se declarou preocupado com um possível ataque extremista para provocar um conflito entre Nova Délhi e Islamabad.

Esta Iniciativa de Cooperação Antiterrorista procura desenvolver os vínculos de segurança entre ambos países, o que inclui uma aproximação entre seus respectivos comandos e forças especiais, indicou o governo indiano.

O acordo também prevê incrementar os "intercâmbios relativos à segurança marítima entre os guarda-costas e a marinha" e elaborar procedimentos para realizar investigações conjuntas.

Este acordo também prevê intensificar a cooperação para lutar contra a lavagem e o financiamento do terrorismo, segundo neste comunicado.

Para Índia, o atentado de Mumbai no final de 2008, que causou a morte de 166 pessoas, foi fomentado pelo Paquistão pelas agências oficiais e realizado pelo grupo paquistanês Lashkar-e-Taiba.

Na véspera, o chefe do Estado-Maior conjunto dos Estados Unidos e o emissário americano para o Afeganistão e Paquistão alertaram sobre a possibilidade de ataques extremistas para provocar um conflito entre Índia e Paquistão, duas potências nucleares adversárias.

O almirante Michael Mullen disse temer que os extremistas cometam novos ataques na Índia como os de Mumbai no final de 2008 para desencadear uma guerra com o vizinho Paquistão.

Mullen começou nesta quinta-feira uma visita de dois dias à Índia, que coincide com outra do emissário americano para o Afeganistão e Paquistão, Richard Holbrooke.

"Preocupa-me muito um novo ataque, ou algo parecido", declarou aos jornalistas a bordo do avião que o levava para Nova Délhi.

Índia e Estados Unidos atribuíram os atentados ao grupo islamita baseado no Paquistão Lashkar e Taiba (LeT).

Os dois adversários asiáticos iniciaram um processo de paz em 2004 que foi suspenso depois dos atentados.

Durante os últimos meses, as duas potências nucleares retomaram contato para tentar impulsionar seu complexo diálogo.

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