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24/07/2010 - 20h40

Chávez: Venezuela está "mais acompanhada do que nunca" ante agressão dos EUA

Caracas, 24 Jul 2010 (AFP) -O presidente venezuelano, Hugo Chávez, insistiu este sábado que os Estados Unidos estariam preparando uma força de contenção para apoiar uma eventual agressão contra a Venezuela, mas assegurou que seu país está "mais acompanhado do que nunca" diante de qualquer ataque exterior.

Segundo Chávez, os Estados Unidos estariam formando "uma força de contenção diante de uma agressão contra a Venezuela, o assassinato do presidente da Venezuela" ou sua deposição, após advertir para um "movimento surpreendente da frota ianque para a Costa Rica".

O presidente venezuelano expressou que seus inimigos reforçam operações militares porque "se perguntam o que faria Fidel e Raúl (Castro), as forças armadas revolucionárias de Cuba, as forças guerrilheiras na Colômbia e (o presidente nicaraguense) Daniel Ortega", caso a Venezuela fosse atacada.

"O povo venezuelano hoje está mais acompanhado do que nunca", advertiu Chávez.

Os Estados Unidos pediram para reforçar um convênio de patrulha contra o narcotráfico nas águas da Costa Rica, com o envio de 46 navios, o que foi aprovado pelo Congresso costarriquenho.

Chávez leu uma carta enviada por um "velho amigo, que vaga pela América do Norte", na qual destacava que a missão da frota americana é "apoiar as operações militares" e "envolver-se diretamente quando o conflito se dê" entre Venezuela e Colômbia.

Segundo o presidente, seu "amigo" o informou sobre ataques contra seu governo no passado.

A carta também destacou que "parte da ofensiva" dos "do norte" é contra "Mauricio", nome que identifica Chávez, segundo o próprio presidente.

Chávez disse concordar e destacou que o movimento da frota americana "encaixa perfeitamente com o conceito expresso nesta comunicação".

Na quinta-feira, o presidente rompeu relações diplomáticas com a Colômbia, depois que o paíz vizinho exibiu uma série de provas perante a Organização dos Estados Americanos (OEA) para demonstrar a presença "ativa" de rebeldes em território venezuelano.

A Venezuela está preparada para se defender de um suposto ataque por parte da Colômbia, disse Chávez, afirmando que apesar de ter alertado as forças armadas, é improvável que estoure uma guerra.

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