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26/07/2010 - 16h39

Presidente francês promete represálias à morte de refém francês em Mali

PARIS, 26 Jul 2010 (AFP) -O presidente da França, Nicolas Sarkozy, prometeu nesta segunda-feira represálias ao "assassinato" do refém francês, o engenheiro Michel Germaneau, na República do Mali, reivindicado pela rede Al-Qaeda no Magreb Islâmico (AQMI), depois de tentativa frustrada do exército para libertá-lo.

"Condeno este ato bárbaro, odioso, que acaba de causar uma vítima inocente (...) que dedicava seu tempo a ajudar a população local", declarou Sarkozy em pronunciamento transmitido pela televisão, ao condenar um "assassinato a sangue frio".

"Sua morte demonstra que estamos diante de uma gente que não tem nenhum respeito pela vida humana", acrescentou o presidente, recordando que Germaneau tinha 78 anos e estava doente, prometendo que o assassinato do refém não ficará "impune".

Segundo Sarkozy, o ultimato pronunciado sobre o destino do refém "nunca esteve precedido do menor indício de diálogo com as autoridades francesas".

No domingo, o líder da organização AQIM, informou que seu grupo matou Michel Germaneau, de acordo com gravação em áudio, divulgada pela emissora de TV Al-Jazeera.

"Anunciamos que executamos o refém francês chamado Michel Germaneau no sábado, 24 de julho, para vingar nossos seis irmãos mortos na covarde operação da França" junto às forças mauritanas contra uma unidade da Al-Qaeda, disse na gravação o líder da AQIM, Abu Mussab AbdelWadud.

Antes disso, militares franceses, junto com soldados mauritanos, participaram na quinta-feira, 22 de julho, de uma operação militar no deserto do Mali contra um grupo da AQIM, acreditando ter localizado o refém.

A operação, no entanto, acabou em fracasso. O engenheiro francês capturado pela AQIM não estava na base atacada pelos comandos franceses e pelas unidades mauritanas. Sete membros do grupo terrorista morreram na operação, enquanto outros quatro conseguiram escapar, informaram fontes mauritanas. Um primeiro balanço dava conta de seis mortos.

Entre vinte e trinta militares franceses participaram do ataque, segundo a fonte francesa.

A última prova de vida do refém remontava a meados de maio, quando a AQIM divulgou uma gravação de áudio e uma foto dele, pedindo a intervenção do presidente francês, Nicolas Sarkozy, para libertá-lo.

A mesma organização terrorista, que opera em uma região desértica entre Mali, Níger, Mauritânia e Argélia, mantém reféns dois espanhóis: Albert Vilalta, de 35 anos, e Roque Pascual, de 50, sequestrados no final de novembro.

Germaneau, sequestrado em 19 de abril, no Níger, havia sido levado em seguida para o Mali, onde era mantido refém por uma célula da AQIM chefiada pelo argelino Abdelhamid Abu Zeid, considerado um homem "violento e brutal", que já executou há 13 meses um refém britânico, Edwin Dyer.

Londres havia se negado a ceder às exigências da AQIM, que reivindicava que a Grã-Bretanha trabalhasse pela libertação de vários membros da organização, prisioneiros nos países do Sahel.

As mesmas exigências foram feitas pela AQIM para preservar a vida de Germaneau.

Mas, segundo Paris, os sequestradores não deram nenhuma informação sobre a identidade e o local de detenção dos prisioneiros que queriam ver libertados.

O comissário para a paz e a segurança da União Africana (UA), Ramtane Lamamra, condenou de forma "enérgica" o assassinato do francês, ao mesmo tempo em que os Estados Unidos denunciaram a "atroz e covarde" execução.

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