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29/07/2010 - 14h42

Uribe condena declarações de Lula sobre ruptura de Venezuela e Colômbia

BOGOTÁ, 29 Jul 2010 (AFP) -O presidente em fim de mandato da Colômbia, Alvaro Uribe, condenou nesta quinta-feira as declarações de seu colega brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, sobre a ruptura das relações de Venezuela com esse país, segundo um comunicado oficial.

Uribe "deplorou" o fato de Lula "referir-se à nossa situação com a República Bolivariana da Venezuela como se fosse um caso de assuntos pessoais, ignorando a ameaça que a presença dos terroristas das Farc nesse país representa para a Colômbia e para o continente", diz o texto.

"O presidente Lula desconhece nosso esforço para buscar soluções através do diálogo. Repetimos com todo respeito ao presidente Lula e ao governo brasileiro que a única solução que a Colômbia aceita é que não se permita a presença dos terroristas das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) e do ELN (Exército de Libertação Nacional) em território venezuelano", completou o comunicado.

O texto da presidência colombiana refere-se a declarações feitas na quarta-feira por Lula, nas quais o governante brasileiro disse pretender reunir-se com o presidente venezuelano Hugo Chávez, com Uribe, e com o presidente eleito da Colômbia, Juan Manuel Santos, em favor de uma conciliação após a ruptura das relações entre os dois países há uma semana.

"Pretendo conversar muito com Chávez, muito com Santos, porque creio que o tempo é de paz e não de guerra", disse Lula.

A previsão é que Lula visite Chávez em Caracas no próximo dia 6 de agosto, e nesse mesmo dia viaje a Bogotá, onde participará da posse de Santos em 7 de agosto.

A Colômbia denunciou diante da Organização dos Estados Americanos (OEA) que na Venezuela estão escondidos em torno de 1.500 guerrilheiros colombianos, acusação negada por Caracas e que provocou a decisão de romper relações no último dia 22 de julho.

Nesta quinta-feira ocorre em Quito uma reunião extraordinária de chanceleres da União Sul-Americana das Nações (Unasul) para tentar mediar a crise entre Venezuela e Colômbia, cujas relações já tinham sido congeladas há um ano pelo presidente Chávez, em rejeição a um acordo militar entre Bogotá e Washington.

A Venezuela adiantou que apresentará nesse encontro uma proposta de paz para a Colômbia, plano rejeitado pelo governo de Uribe, que pede a formulação de um mecanismo de verificação sobre suas denúncias da suposta presença das Farc e do ELN em território venezuelano.

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