UOL Notícias Notícias
 
31/07/2010 - 18h40

Colômbia: novo governo vincula diálogo com guerrilha ao fim da violência

BOGOTÁ, 31 Jul 2010 (AFP) -O vice-presidente eleito da Colômbia, Angelino Garzón, afirmou neste sábado que o futuro governo de Juan Manuel Santos condiciona o possível diálogo com a guerrilha das Farc ao fim da violência.

"O governo de Juan Manuel Santos não fecha a porta à paz, mas estamos exigindo da guerrilha a libertação de todos os reféns, o fim do terrorismo e das minas, e a libertação das crianças recrutadas à força", disse Garzón à imprensa.

Os rebeldes "também devem ser capazes de dizer à população: 'esta violência não tem sentido e acabou'", destacou o vice-presidente eleito, ex-integrante de um comitê civil que propunha uma saída negociada para o conflito interno.

"Se eles fizerem isto, podem estar certos de que Santos terá toda a generosidade para construir acordos de paz, anistia e reconciliação...", assinalou Garzón.

Santos, que foi ministro da Defesa do atual governo e acertou duros golpes nas guerrilhas das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e do Exército de Libertação Nacional (ELN), substituirá no próximo dia 7 de agosto o presidente Álvaro Uribe.

Uribe, que aplicou uma política firme contra a guerrilha, rejeita o processo de paz por considerá-lo um "novo engodo do terrorismo".

O atual presidente criticou neste sábado as Farc pelo ataque contra um isolado povoado do sul do país, que matou cinco policiais e um militar.

"Não entendem que são bandidos: pedem a paz para produzir manchetes nos jornais, mas ao mesmo tempo assassinam seis membros da força pública", disse Uribe em um ato público na cidade de Neiva (510 km ao sul de Bogotá).

Na sexta-feira, o líder das Farc, Alfonso Cano, propôs a Santos o diálogo em busca de uma saída para o conflito interno que sacode a Colômbia há cinco décadas.

"Estamos empenhados em buscar saídas políticas. Queremos que o novo governo reflita e não engane mais o país", disse Cano em um vídeo gravado nas "montanhas da Colômbia".

As forças colombianas realizam no momento uma vasta operação contra os homens de Cano no sul do país, por ordem direta de Uribe, que anunciou a "vitória final" sobre a guerrilha para breve.

O governo do ex-presidente colombiano Andrés Pastrana (1998-2002) realizou conversações com as Farc, que incluíram a criação de uma zona desmilitarizada, mas a tentativa fracassou em meio a acusações recíprocas.

Siga UOL Notícias

Tempo

No Brasil
No exterior

Trânsito

Cotações

  • Dólar comercial

    14h29

    -0,55
    3,127
    Outras moedas
  • Bovespa

    14h31

    -0,39
    75.310,39
    Outras bolsas
  • Hospedagem: UOL Host