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01/08/2010 - 19h12

Raúl Castro adverte que não haverá impunidade em Cuba

HAVANA, 1 Ago 2010 (AFP) -O presidente de Cuba, Raúl Castro, advertiu neste domingo em discurso no Parlamento que "não haverá impunidade" para os inimigos da revolução, apesar da decisão "generosa" e "soberana" de libertar 53 presos políticos.

"A Revolução pode ser generosa porque é forte (...) mas não faz falta reafirmar que não haverá impunidade para os inimigos da Pátria, para os que tentarem colocar em risco nossa independência", afirmou Castro ao citar publicamente, pela primeira vez, sua decisão de libertar os presos políticos.

"Que ninguém se engane. A defesa de nossas sagradas conquistas, de nossas ruas e praças, seguirá sendo o primeiro dever dos revolucionários, que não podem ser privados deste direito".

Raúl Castro lembrou que "por decisão soberana e no estrito respeito" às leis cubanas saíram do país "os primeiros 21 presos contra-revolucionários", dos 53 que permaneciam na prisão do grupo de 75 condenados em 2003 "por crimes contra a segurança do Estado".

O presidente reafirmou que os 75 detidos - incluindo 21 soltos antecipadamente por problemas de saúde - "cometeram crimes" agindo "a serviço do governo dos Estados Unidos e de sua política de bloqueio e subversão".

"Nenhum destes cidadãos foi condenado por suas ideias, como tentaram mostrar as brutais campanhas de descrédito contra Cuba, em diferentes regiões do mundo", disse o presidente.

Raúl Castro autorizou em 7 de julho a libertação gradual dos 53 opositores, após um inédito diálogo com a Igreja Católica, liderado pelo cardeal Jaime Ortega, e apoiado pelo governo da Espanha.

Até o momento, 20 dos 21 libertados emigraram para a Espanha e Ariel Sigle, que está paraplégico, viajou aos Estados Unidos e está em Miami.

A libertação dos presos políticos, que deve ser concluída em novembro, foi muito aplaudida pela comunidade internacional.

A decisão ocorreu após uma onda de críticas, especialmente de União Europeia e Estados Unidos, envolvendo a morte do preso opositor Orlando Zapata, no dia 23 de fevereiro, após 85 dias de greve de fome.

A medida interrompeu ainda uma greve de fome de 135 dias do dissidente cubano Guillermo Fariñas, que pedia a libertação dos presos políticos enfermos.

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