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02/08/2010 - 14h58

Medvedev decreta estado de emergência por incêndios florestais na Rússia

MOSCOU, 2 Ago 2010 (AFP) -O presidente russo Dmitri Medvedev decretou nesta segunda-feira estado de emergência em sete regiões da Rússia em função dos incêndios florestais que deixaram 40 mortos no oeste do país, onde a onda de calor prossegue há um mês.

"Foi decretado estado de emergência para garantir a segurança anti-incêndio nas repúblicas de Mari El e Mordóvia e nas regiões de Vladimir, Voronesh, Moscou, Nishni-Novgorod e Riazan", indica o decreto presidencial.

O texto amplia a possibilidade de recorrer às Forças Armadas para lutar contra o fogo.

"Lembrem que cada fósforo jogado pode provocar um mal irreparável", disse Medvedev em declarações à televisão, nas quais mencionou uma "enorme tragédia" e prometeu construir novas casas para as 2.000 pessoas que perderam suas residências "antes da chegada do frio".

A onda de calor do oeste russo não dá sinais de enfraquecimento. A temperatura chegou aos 36,8°C nesta segunda-feira à tarde em Moscou, e, segundo os serviços meteorológicos russos, poderá superar os 40°C até o final da semana.

O primeiro-ministro russo Vladimir Putin convocou nesta segunda-feira em Moscou os governadores das regiões atingidas e ordenou que fossem iniciados os trabalhos de reconstrução dos povoados assolados pelas chamas.

"Quero ouvir hoje (segunda-feira) como será organizada a reconstrução das casas. Quero planos de reconstrução para cada região, cada cidade, cada casa", exortou.

O registro de mortos aumentou para 40, de acordo com números fornecidos nesta segunda-feira pelo Ministério da Saúde e Desenvolvimento Social. Cerca de 7.000 casas foram afetadas.

Na região de Lipetsk (500 km ao sul de Moscou), 50 das 70 casas de um povoado foram destruídas pelas chamas, anunciou o ministro de Situações de Emergência, Serguei Choigou.

No entanto, as autoridades russas indicavam nesta segunda-feira de manhã que a situação melhorava aos poucos. No domingo, 128.000 hectares estavam em chamas, mas as autoridades não divulgaram novos dados nesta segunda.

Moscou estava coberta por uma fumaça espessa devido aos incêndios que queimam as florestas que cercam a capital russa. O vento dissipou a fumaça depois.

A imprensa russa criticou as autoridades, acusando-as de terem administrado mal uma crise previsível pelas altas temperaturas que vinham sendo registradas há semanas.

O jornal econômico Vedomosti indicou "o quão mal preparada estava a Rússia" quando os incêndios começaram a se propagar, já que "há semanas esta possibilidade era uma evidência".

"Para reduzir o risco de uma repetição de tais acontecimentos, é preciso elaborar no futuro programas federais e regionais para garantir a segurança contra os incêndios", ressaltou nesta segunda-feira o primeiro-ministro.

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