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04/08/2010 - 18h45

Advogado desaparecido de iraniana condenada está na Turquia (HCR)

ANCARA, 4 Ago 2010 (AFP) -O advogado de uma iraniana condenada à morte por apedrejamento, e de quem não se tinha notícias há 12 dias, está na Turquia onde apresentou pedido de asilo, confirmou nesta quarta-feira o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (HCR).

O jurista, Mohammad Mostafai, estava desaparecido desde uma revista feita em sua casa, no dia 24 julho por policiais iranianos.

"Está numa prisão na Turquia, onde o encontramos", declarou à AFP Metin Corabatir, porta-voz do HCR.

O jornal liberal Radikal havia anunciado antes que o advogado teria sido detido ao entrar na Turquia devido a um problema no passaporte, sem precisar a data e o local da detenção.

Militante dos direitos humanos, Mostafai defendia Sakineh Mohammadi-Ashtiani, uma mulher de 43 anos condenada à morte por um tribunal iraniano que a julgou culpada de adultério.

A sentença de lapidação, que motivou numerosas condenações no mundo ocidental, foi temporariamente suspensa pelo ministro da Justiça, Sadeq Larijani.

O governo brasileiro chegou a oferecer asilo à iraniana.

Mas, segundo o ministério iraniano das Relações Exteriores, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deixou-se levar pela emoção e agiu sem conhecimento de causa ao proppor o asilo.

"Lula tem um temperamento muito humano e emotivo (...) e provavelmente não recebeu informações suficientes sobre este caso", declarou o porta-voz do mnistério, Ramin Mehmanparast.

No sábado, Lula propôs que seu país recebesse Sakineh Mohamadi Ashtiani, de 43 anos e mãe de dois filhos, condenada em 2006 por ter mantido "uma relação ilegal" com dois homens depois da morte de seu marido, e também por assassinato e outros crimes, segundo a agência Irna.

"Quero fazer um apelo a meu amigo (o presidente iraniano Mahmud) Ahmadinejad, ao líder supremo do Irã (Ali Khamenei), e ao governo do Irã para permitir que o Brasi possa receber a mulher", disse Lula durante uma visita a Curitiba.

"Tenho que respeitar as leis de um país. Mas se minha amizade e o respeito que tenho pelo presidente do Irã e pelo povo iraniano valerem de algo, se esta mulher causa mal-estar, poderíamos recebê-la no Brasil", acrescentou Lula.

A condenação à morte por apedrejamento de Sakineh Mohamadi Ashtiani gerou mal-estar nos países ocidentais, e foi temporariamente suspensa pela justiça iraniana.

Washington pediu na segunda-feira que o Irã aceitasse a oferta brasileira.

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