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04/08/2010 - 10h41

Líbano afirma que responderá a qualquer nova agressão de Israel

AIdasse, Líbano, 4 Ago 2010 (AFP) -Israel cortou nesta quarta-feira as árvores que motivaram os confrontos da véspera com as tropas libanesas na fronteira entre ambos os países, e afirmou querer evitar uma escalada militar com seu vizinho, cujo exército, por sua vez, disse estar disposto a responder a qualquer agressão da parte israelense.

Segundo a Força Interina das Nações Unidas no Líbano (FINUL), as árvores se encontram na fronteira entre os dois países do lado israelense, mas numa zona que em relação à qual o "governo libanês expressa reservas quanto ao (traçado) da Linha Azul".

A "Linha Azul" foi traçada pela ONU para servir de fronteira depois da retirada do exército israelense do Líbano Sul em maio de 2000, ao término de 22 anos de ocupação.

Um porta-voz militar libanês afirmou na terça-feira que os confrontos sem precedentes desde 2006 - nos quais morreram três libaneses, dois militares e um jornalista, e um oficial israelense - explodiram depois que soldados israelenses tentaram arrancar uma árvore do lado libanês.

Um comunicado do exército indicou, por sua parte, que a árvore em questão estava num "território controvertido".

Aparentemente, o objetivo dos israelenses era ver melhor o Líbano, já que tais árvores impedem uma vigília correta da zona.

O exército israelense mobilizou importantes reforços no setor da fronteira libanesa onde explodiram os choques, mas o ministro da Defesa, Ehud Barak, afirmou que não quer uma "escalada" com o Líbano.

"Espero que as coisas voltem à normalidade", afirmou Barak à rádio pública.

Por sua parte, o Exército libanês afirmou que o Líbano responderá a qualquer nova "agressão" israelense.

"A resposta será a mesma em caso de qualquer agressão contra o Líbano na fronteira", afirmou o porta-voz em referência aos enfrentamentos de terça-feira.

"Qualquer agressão terá graves consequências", advertiu.

O chefe do Hezbollah libanês, Hassan Nasrallah, também advertiu que seus militantes não ficarão de braços cruzados "se Israel atacar o exército libanês novamente".

Em 2006, depois do sequestro pelo Hezbollah de dois soldados israelenses na fronteira, Israel lançou uma ofensiva militar no Líbano que causou a morte de 1.200 libaneses - em sua maioria civis - e 160 israelenses, principalmente militares.

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