UOL Notícias Notícias
 
04/08/2010 - 15h59

Parlamento italiano rejeita moção de censura contra ministro de Berlusconi

ROMA, 4 Ago 2010 (AFP) -O governo liderado por Silvio Berlusconi evitou a queda nesta quarta-feira depois de o Parlamento rejeitar a moção de censura contra o vice-ministro da Justiça, Giacomo Caliendo, acusado de tráfico de influência e de pertencer a uma associação secreta.

A moção foi rejeitada na Câmara dos Deputados por 299 votos, 75 abstenções e 229 a favor.

Os dissidentes da direita italiana liderados por Gianfranco Fini abstiveram-se na primeira votação-chave no Parlamento, depois da divisão na semana passada da direita, no poder.

A votação ocorreu em um clima acalorado, com alguns deputados dispostos ao confronto quase físico com seus ex-aliados.

Berlusconi, que participou da votação suscitando aplausos e aclamações por parte de seus deputados, não cumprimentou o presidente da Câmara, Gianfranco Fini, com o qual abriu na semana passada um duro confronto político, depois de 16 anos de convivência no partido governista fundado por ambos, o Partido da Liberdade (PDL).

Os parlamentares dissidentes reunidos no novo partido "Futuro e Liberdade para a Itália", junto com os democratas-cristãos da UDC e os partidos moderados API e MPA, concordaram em votar "a abstenção" e evitar assim uma crise de governo.

Berlusconi advertiu seus aliados em um jantar privado na segunda-feira que se Fini votasse a favor da moção de censura, seria aberta uma verdadeira guerra política, com a convocação de eleições antecipadas.

Os políticos próximos a Fini, que conta com 33 deputados e 10 senadores, além de um punhado de ministros, decidiram abster-se, apesar de alguns pressionarem para retirar rapidamente o apoio a Berlusconi e outros não quererem passar por responsáveis por sua queda.

O controverso partido antiimigração Liga Norte acabou saindo fortalecido ao se tornar um aliado indispensável de Berlusconi, que perdeu a maioria absoluta na Câmara dos Deputados.

"Nós estamos com Berlusconi, rejeitamos um governo de transição, apesar de sabermos que se as eleições forem adiantadas, nós ganharemos, ou melhor, arrasaremos", declarou o líder da Liga Norte, Umberto Bossi, no fim da votação, depois de ser ovacionado por sua bancada.

Para um dos líderes do Partido Democrático (esquerda), Dario Franceschini, o resultado evidencia que o governo "fragilizou-se gravemente" e conta apenas com uma maioria relativa, o que o obriga a negociar "apoio a cada votação".

Siga UOL Notícias

Tempo

No Brasil
No exterior

Trânsito

Cotações

  • Dólar comercial

    16h59

    0,32
    3,157
    Outras moedas
  • Bovespa

    17h21

    0,56
    63.760,62
    Outras bolsas
  • Hospedagem: UOL Host