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05/08/2010 - 21h18

Camponeses ocupam instalações da Queiroz Galvão na Nicarágua

MANÁGUA, 5 Ago 2010 (AFP) -Centenas de camponeses ocuparam instalações da central hidrelétrica que a Queiroz Galvão construirá na Nicarágua, e mantêm sete empregados locais sob custódia, para exigir a presença de representantes da companhia brasileira, informaram as autoridades.

"São sete funcionários (retidos) que estão em seus escritórios e que não poderão sair até que ocorra uma negociação" sobre o valor pago pelas propriedades que serão inundadas pela represa, disse o vice-presidente do Conselho Regional Autônomo do Atlântico Sul, Julio Pérez.

O funcionário estimou que cerca de 400 camponeses ocupam as instalações da Queiroz Galvão na comunidade de Apawas, 300 km a sudeste da capital.

"Não há violência de nenhum lado (...) mas a decisão é mantê-los aqui até a chegada dos diretores (brasileiros) do projeto", revelou à AFP o líder do movimento, Juan Ramón Espinoza.

"As pessoas não estão contentes com as ofertas por suas terras e a decisão é permanecer aqui até se obter um preço justo", disse Espinoza.

A hidrelétrica de Tumarín, sobre o Rio Grande de Matagalpa, é um projeto de 600 milhões de dólares a cargo da Queiroz Galvão e de sua subsidiária Central Hidrelétrica da Nicarágua.

As obras devem começar em outubro para a conclusão em quatro anos.

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