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05/08/2010 - 18h50

Cuba continua na lista americana de patrocinadores do terror

WASHINGTON, 5 Ago 2010 (AFP) -Cuba deu refúgio e apoio aos grupos ilegais colombianos Farc e ELN, mantendo-se junto a Irã, Síria e Sudão na lista de países patrocinadores do terrorismo, divulgada nesta quinta-feira pelos Estados Unidos.

O governo de Cuba "continuou dando refúgio a membros das Farc, ELN e ETA", considerados terroristas pelos Estados Unidos, "fornecendo a eles apoio logístico e médico", informou o relatório do Departamento de Estado, que avalia a cooperação antiterrorista com os Estados Unidos durante 2009.

Os Estados considerados patrocinadores do terrorismo não podem receber ajuda econômica dos Estados Unidos nem gozar de benefícios comerciais ou tratados financeiros, entre outras proibições.

Os Estados Unidos reconheceram que não têm "evidências de financiamento direto de Cuba a organizações terroristas durante 2009".

No entanto, a ilha comunista continuou "permitindo que fugitivos dos Estados Unidos vivessem legalmente" no país, entre eles, assassinos condenados e sequestradores, afirma o texto.

O chanceler cubano, Bruno Rodríguez, rejeitou "energicamente" a inclusão da Ilha na lista, e acusou Washington de "mentir deliberadamente" por razões de "política doméstica".

"Quero rejeitar energicamente a inclusão de Cuba na lista de países patrocinadores do terrorismo internacional. Isto é um ato injusto, de hipocrisia", disse Rodríguez, que visita Brasília.

"Denuncio o caráter hipócrita e políticamente motivado da inclusão de Cuba na lista dos países terroristas".

"Mentem deliberadamente: o governo americano tem toda a informação que confirma que os que escreveram este relatório espúrio mentem deliberadamente e, o que é pior, mentem por razões políticas, e agem contra os interesses do povo americano, do povo cubano (..) por pura razão de política doméstica".

O relatório do Departamento de Estado é divulgado em um momento em que o governo de Barack Obama voltou a se afastar de Cuba, depois de tentativas de se aproximar de Havana, com quem não têm relações formais há meio século.

Obama retirou as restrições de viagens e envios de remessas de cubanos radicados nos Estados Unidos à ilha, assim como retomou o diálogo migratório e de intercâmbio postal direto, mas afirmou que o embargo contra Cuba será mantido até que ocorra uma "abertura democrática do regime".

Mas nos últimos meses, ambos os países acirraram as críticas mútuas, sobretudo depois da prisão em Havana, em dezembro passado, de um americano acusado por Cuba de crimes graves, e da insistência de Washington para que a Ilha liberte todos os presos políticos.

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