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05/08/2010 - 17h56

EUA mantém a Coreia do Norte fora do eixo do mal; o Irã fica

WASHINGTON, 5 Ago 2010 (AFP) -A Coreia do Norte permanece fora da lista negra dos países que apoiam o terrorismo publicada nesta quinta-feira pelos Estados Unidos, apesar do torpedeamento de uma corveta sul-coreana. Washington manteve na lista Irã, Sudão, Síria e Cuba.

Apesar dos apelos feitos no Congresso, desde o naufrágio do Cheonan, em março, para que Washington voltasse a introduzir Pyongyang na relação, a Coreia do Norte conseguiu escapar do relatório anual do Departamento de Estado sobre o terrorismo, que cobre o ano de 2009.

No fim de junho, a diplomacia americana havia estimado que o afundamento da corveta não era uma ação terrorista, mas um ato de provocação entre os dois exércitos.

Em 2008, o presidente George W. Bush tinha retirado a Coreia do Norte da lista, após o compromisso do país de pôr fim a seu programa nuclear. Mas em junho de 2009, 16 senadores republicanos pediram que o presidente Barack Obama reinserisse Pyongyang, após a realização de um teste nuclear.

Apelos semelhantes foram ouvidos do Senado, após o incidente com o Cheonan.

Segundo o Departamento de Estado, o Irã permaneceu no ano passado como "o principal sustentáculo do terrorismo", pelo apoio concedido ao Hamas nos territórios palestinos e ao Hezbollah no Líbano, assim como ao movimento Talibã no Afeganistão e aos grupos xiitas no Iraque.

"O apoio financeiro, material e logístico do Irã a movimentos terroristas e ativistas no Oriente Médio e na Ásia Central teve impacto direto nos esforços internacionais em favor da paz", segundo o ministério de Hillary Clinton.

No que diz respeito ao Sudão, o informe reconhece que Cartum coopera com os esforços antiterroristas dos Estados Unidos; mas destaca que "elementos terroristas inspirados pela Al-Qaeda, assim como os ligados à Jihad Islâmica palestina e ao Hamas, permaneceram no Sudão, em 2009".

A mesma acusação foi feita à Síria, que abriga, segundo Washington, membros do Hamas, da Jihad Islâmica e da Frente de Libertação da Palestina-Comando Geral (FPLP-CG).

Quanto a Cuba, a diplomacia americana reprova o país por apoiar o grupo separatista basco ETA, assim como dois grupos colombianos, as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e o Exército de Libertação Nacional (ELN).

O relatório estima que 11.000 atentados foram cometidos ano passado em 83 países, somando 15.700 mortos. Essas cifras revelam uma redução, pelo segundo ano consecutivo, da ordem de 6% no número de atentados e de 5% no de mortos. Mas o Centro Nacional de Antiterrorismo (NCTC), que fornece os números, advertiu que não devem servir para avaliar o sucesso ou não dos esforços dos Estados Unidos neste campo.

Os Estados Unidos também afirmaram que a Al-Qaeda sofreu "vários reveses importantes" em 2009, apesar de continuar ameaçando o país de forma mais difusa, segundo o mesmo relatório.

De acordo com o documento, a Al-Qaeda sofreu "vários reveses importantes em 2009". "Tornou-se mais difícil arrecadar fundos, treinar recrutas e preparar atentados fora da região", destacou o governo americano, e completou que vários líderes foram eliminados.

No entanto, "a ameaça da Al-Qaeda tornou-se mais difusa que nos anos anteriores, o que compensa parcialmente as perdas sofridas pela rede", destacou o relatório, lembrando várias tentativas de ataques contra os Estados Unidos, entre elas a de um nigeriano em um voo entre Amsterdã e Detroit no Natal.

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