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05/08/2010 - 10h18

Incêndios floretais se propagam e mortos já chegam a 50 na Rússia

MOSCOU, 5 Ago 2010 (AFP) -O número de mortos nos incêndios florestais na Rússia passou de 48 para 50, informou nesta quinta-feira o ministério das Situações de Emergência, enquanto que a onda de calor e as chamas não dão sinais de trégua.

Milhares de bombeiros, militares e socorristas continuam lutando contra os focos de incêndio que devastam milhares de hectares no ocidente do país, afetado desde julho por uma onda de calor sem precedentes.

"A situação na Rússia, particularmente nas regiões do Volga e do centro, continua complicada", indicou o chefe da unidade de crise do ministério, Vladimir Stepanov.

"Nas últimas 24 horas, 373 incêndios começaram e 254 foram extintos", acrescentou o ministério. "Como resultado, agora há 589 incêndios na Rússia, cobrindo uma superfície de 196.000 hectares", indicou ainda.

Por outro lado, a fumaça começou a se dissipar nesta quinta na capital russa, onde o odor de queimado não era tão forte quanto no dia anterior. A visibilidade nas estradas era suficiente e os aeroportos funcionavam normalmente, indicou a agência Interfax.

Na véspera, o presidente russo, Dimitri Medvedev, destituiu vários oficiais de instalações militares destruídas pelos violentos incêndios florestais e ordenou ao Conselho de Segurança russo que sejam tomadas medidas para proteger as instalações estratégicas do país, sobretudo nucleares.

Na segunda-feira, o presidente russo havia decretado estado de emergência nas sete regiões mais afetadas pelos incêndios.

As temperaturas não dão sinais de sinais de redução.

Os meteorologistas estimam que a onda de calor e seca, que dura mais de um mês no oeste da Rússia, deverá se prolongar pelo menos até o final de semana.

Nesta quinta, a Rússia também decidiu aplicar um embargo sobre suas exportações de trigo e produtos derivados por causa da queda nas colheitas em função da seca que afeta o país.

"Em função das temperaturas anormalmente altas e à seca, considero justificado instaurar um embargo temporário sobre as exportações da Rússia de trigo e produtos agroalimentares derivados", declarou o primeiro-ministro Vladimir Putin, citado pelas agências russas.

A onda de seca sem precedentes que afeta a parte ocidental da Rússia desde o início de julho provocou a destruição de inúmeros cultivos e a queda das colheitas.

As estimativas de colheita de trigo para este ano foram reduzidas pelo governo a 70-75 milhões de toneladas, ao invés da média anual de 90 milhões, segundo a agência RIA Novosti.

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