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06/08/2010 - 17h23

Colômbia: Juan Manuel Santos chega ao poder em plena crise diplomática

BOGOTÁ, 6 Ago 2010 (AFP) -O presidente eleito da Colômbia, Juan Manuel Santos, toma posse neste sábado em plena crise diplomática com a Venezuela, país que rompeu relações com Bogotá após ter sido acusado de dar abrigo a cerca de 1.500 guerrilheiros das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia).

No dia 22 de julho, Caracas suspendeu as relações com Bogotá, depois da apresentação, pela Colômbia, à Organização de Estados americanos (OEA) de documentos, principalmente fotográficos, atestando essa presença.

O presidente venezuelano Hugo Chavez anunciou a mobilização de tropas na fronteira, estimando que seu país estava "ameaçado", pelas intenções "belicosas" do presidente Alvaro Uribe.

O ex-ministro colombiano da Defesa (2006-2009) e futuro presidente, frequentemente qualificado, também, de "ameaça" para a paz da região pela Venezuela, procurou, por sua vez, desfazer-se da imagem de que "estamos peparados para a guerra.

Juan Manuel Santos conseguiu ficar afastado da crise.

"Faremos tudo (...) para melhorar e reforçar as relações com todos os países da região, aí compreendida a Venezuela", declarou seu futuro vice-presidente Angelino Garzon.

Chavez, no entanto, anunciou que não assistiria à posse de Juan Manuel Santos, estimando que seria uma viagem "arriscada", com o atual chefe de Estado, Alvaro Uribe, sendo "capaz de não importa o quê", segundo ele, antes de deixar o poder.

Ao contrário de Chávez, o presidente do Equador, Rafael Correa, cujo país também rompeu relações com a Colômbia por 20 meses, após o ataque ordenado por Santos a um acampamento das Farc no Equador em 2008, estará presente, "sem esquecer" o passado.

"Jamais esqueceremos o que aconteceu (...) e o fato de que Santos, presidente eleito da Colômbia, foi ministro da Defesa, responsável pela operação que ele até felicitou", declarou Correa, destacando, no entanto, que desejava "voltar-se para o futuro".

A cerimônia à qual devem assistir 3.000 convidados sábado, a partir das 15h00 (20h00 GMT) na praça Bolívar de Bogotá, está cercada de fortes medidas de segurança.

No total, 27.000 militares e policiais estão mobilizados na cidade, de sete milhões de habitantes.

A capital tem na memória os atentados que marcaram a posse, em 2002 de Alvaro Uribe - várias ações com artefatos artesanais que fizeram 18 mortos.

A perseguição e luta contra a guerrilha, que conta, ainda com 7.500 a 10.000 combatentes, segundo estimativas, foi um dos principais compromissos de campanha de Juan Manuel Santos.

O desemprego e a luta contra a corrupção, principais preocupações dos colombianos, estão, também, no centro das prioridades do novo presidente.

Na quarta-feira, Santos anunciou que seus futuros ministros comprometeram-se por escrito contra a "corrupção", o "suborno", "o tráfico de influência e os crimes contra o Estado".

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