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06/08/2010 - 15h57

Inundações no Paquistão afetam 12 milhões de pessoas e a vizinha Índia

KARACHI, 6 Ago 2010 (AFP) -O Paquistão decretou alerta vermelho, nesta sexta-feira, pelo agravamento das inundações catastróficas que chegaram ao sul do país, deixando 12 milhões de pessoas danificadas nas duas províncias mais afetadas até o momento, enquanto a vizinha Índia também sofria com as chuvas.

A Agência Nacional de Gestão de Catástrofes (NDMA) anunciou na sexta-feira que "as inundações afetaram 12 milhões de pessoas" nas províncias de Punyab (centro) e Khiber Pajtunjua (noroeste), disse à AFP em Islamabad o diretor da NDMA, Nadeem Ahmad.

A ONU, por sua vez, diz estar confrontada a "necessidades impressionantes" e contabiliza 4,5 milhões de danificados e 1.600 mortos.

"As chuvas de monção continuam em todo o Paquistão e não há sinais de que vão parar", disse a porta-voz do Alto Comissariado da ONU para os Refugiados (Acnur), Melissa Fleming.

Os serviços de meteorologia paquistaneses lançaram o alerta vermelho por causa da ameaça "iminente" e "extrema" de inundações na província do Sind (sul), especialmente na fértil região agrícola de Kacha, às margens do rio Indo.

Segundo o ministro responsável pela irrigação no Sind, Jam Saifullah Dharejo, centenas de povoados na província estão inundados e a represa de Sukkur foi reforçada, com o objetivo de que resista à cheia.

Mais ao norte, no Pendjab, milhares de pessoas fugiam de suas aldeias inundadas, caminhando em ruas alagadas debaixo de chuvas torrenciais, com seus bens amontoados em animais de carga e carros, constatou um jornalista da AFP no local.

As fortes chuvas que castigam a região também causaram inundações na vizinha Índia, onde deixaram pelo menso 103 mortos e 400 feridos em Leh, cidade mais importante da região do Himalaia de Ladakh (norte), informou a polícia local. Dezenas de pessoas estavam desaparecidas, acrescentou.

O chefe do Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (UNOCHA) no Paquistão, Manuel Bessler, referiu-se à situação como uma "catástrofe maior".

Entretanto, o enviado especial da ONU, Jean-Maurice Ripert, informou à AFP que será feito um chamado para lançar um fundo especial para responder à crise e advertiu para o risco de epidemias por causa da falta de água potável.

Os Estados Unidos já prometeram uma ajuda de 35 milhões de dólares para as vítimas das inundações. Muitas organizações de caridade muçulmanas, algumas delas suspeitas de ter vínculos com grupos armados islamitas, também se dirigiram para as regiões afetadas.

Enquanto isso, os desabrigados continuavam a questionar as autoridades, incapazes de socorrê-los e fazendo pressão sobre um governo já em dificuldades por causa da insurgência talibã e da crise econômica. As críticas se dirigem especialmente ao presidente Asif Ali Zardari, que está em giro pela Europa.

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