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07/08/2010 - 10h20

Astro em ascensão da Al-Qaeda passou a juventude nos EUA

WASHINGTON, 7 Ago 2010 (AFP) -A rede Al-Qaeda conta com um novo líder em ascensão, um homem que passou a maior parte de sua juventude nos Estados Unidos - em Nova York e no sul da Flórida.

O saudita Adnan Shukrijumah esteve envolvido no complô destinado a fazer explodir bombas no metrô de Nova York, em setembro do ano passado, e teria planejado uma ação no canal do Panamá.

"Ele é o equivalente a chefe das operações" da rede Al-Qaeda, explicou o agente especial do FBI Brian LeBlanc, ao canal CNN, acrescentando que o considera "extremamente perigoso".

"Não é talvez o tipo de pessoa que chega nos Estados Unidos para praticar um atentado, mas o que o torna ainda mais perigoso é sua função de planejar ataques e recrutar pessoas para fazê-lo", disse LeBlanc à CNN.

Najibullah Zazi, detido por ocasião do atentado frustrado contra o metrô de Nova York e o cérebro autoproclamado dos atentados do 11 de Setembro, Khaled Sheikh Mohammed, forneceram todos os dois informações sobre Shukrijumah, acrescentou o americano.

Adnan Shukrijumah teria subido os degraus da rede de Osama bin Laden, após ter começado como lavador de pratos num campo de treinamento da Al-Qaeda.

O FBI acha que ele esteja na região do Waziristão, no Paquistão, chefiando as operações, após a morte de dois outros líderes que, talvez, tenham sido mortos durante bombardeios de aviões sem piloto americanos.

Shukrijumah chegou aos Estados Unidos quando jovem e viveu no Brooklyn (Nova York, nordeste) antes de se instalar com a família na Flórida (sudeste) na década de noventa.

Já adulto, trabalhou em vários pequenos negócios e fez cursos de inglês. Seu professor, contatado pelo FBI, lembrava-se muito dele e forneceu vídeos filmados durante as aulas, e estes foram apresentados, também a Najibullah Zazi que então reconheceu Shukrijumah.

O saudita "teria convencido" Zazi e seus cúmplices "a voltarem aos Estados Unidos para ações", explicou o agente LeBlanc.

Os investigadores acham que Shukrijumah chegou do Afeganistão antes de junho de 2001 e que teria telefonado para a mãe pouco após os atentados de 11 setembro. O FBI foi atrás da mulher, para quem "meu filho não é uma pessoa violenta. Ele é muito gentil e generoso", afirmou.

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