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09/08/2010 - 12h39

Alemanha fecha mesquita vinculada aos atentados de 11/9

BERLIM, 9 Ago 2010 (AFP) -A polícia alemã fechou uma mesquita em Hamburgo, norte do país, que era frequentada por terroristas que participaram nos atentados de 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos, pelo fato do templo continuar sendo utilizado para o recrutamento de membros para a jihad (guerra santa).

"Hamburgo não pode ser um berço para os islamitas violentos", declarou o secretário do Interior do governo regional de Hamburgo, Christoph Ahlhaus, durante uma entrevista coletiva.

Ao amanhecer, a polícia entrou na mesquita Taiba, no centro da cidade, e revistou as residências dos dirigentes da associação cultural de mesmo nome, vinculada à mesquita e que também foi proibida.

"Fechamos hoje a mesquita Taiba porque alguns jovens estavam sendo estimulados a se tornar fanáticos religiosos. Uma associação que se dizia cultural se aproveitava sem vergonha de nosso estado de direito democrático para recrutar para a 'guerra santa'", explicou Ahlhaus.

A mesquita Taiba, antiga mesquita Al Qods, era frequentada por Mohammed Atta, o principal autor dos atentados de 11 de setembro em Nova York e Washington, e por vários de seus 18 cúmplices, segundo os serviços de segurança.

"A mesquita Taiba foi um empório do jihadismo durante anos e apoiou a 'guerra santa' com propaganda, logística e arrecadação de fundos", completou o secretário.

A mesquita e a associação vinculada ao templo tentaram radicalizar os fiéis com pregações, seminários e publicações na internet.

O local também serviu como ponto de encontro "para um grupo que na primavera de 2009 partiu da Alemanha para combater na fronteira Afeganistão-Paquistão", de acordo com Ahlhaus.

Pelo menos uma das pessoas se uniu ao "Movimento Islamita do Uzbequistão", e divulgou depois um vídeo de propaganda na internet.

Hamburgo, a segunda maior cidade da Alemanha, tem uma comunidade muçulmana importante e serviu como base de recrutamento e preparação dos atentados de 11 de setembro.

O governo da Alemanha, país que participa ao lado dos Estados Unidos na guerra no Afeganistão, teme a execução de atentandos islâmicos em seu território e adverte há vários anos sobre a radicalização dos jovens.

Em fevereiro, a polícia federal anunciou ter realizado operações em todo o país para capturar islamitas suspeitos de ter estimulado a radicalização de uma centena de pessoas, que também foram incentivadas a viajar ao exterior para receber treinamento militar.

Em abril, as autoridades alemãs anunciaram que estavam vigiando 1.100 pessoas com um "potencial terrorista islamita" no país. O governo já havia anunciado que o número de "voluntários" nos campos de treinamento aumentou consideravelmente desde 2009.

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