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09/08/2010 - 17h39

Kagame deve obter vitória esmagadora nas eleições de Ruanda


Em Kigali (Ruanda)
  • Paul Kagame, presidente de Ruanda, concede entrevista a jornalistas após votar nas eleições presidenciais

    Paul Kagame, presidente de Ruanda, concede entrevista a jornalistas após votar nas eleições presidenciais

Os ruandeses foram às urnas nesta segunda-feira nas eleições presidenciais no país, nas quais Paul Kagame deve obter vitória esmagadora, em uma campanha marcada por prisões e assassinatos.

Seus partidários creditam ao ex-líder rebelde o fim do genocídio e o aumento da estabilidade e do crescimento em Ruanda, mas críticos acusam Kagame de minar a democracia e de reprimir a oposição.

Em torno de 5,2 milhões de ruandeses estão aptos a votar. Os colégios eleitorais fecharam às 15h00 locais (10h00 de Brasília) e não registraram incidentes, segundo o porta-voz da comissão eleitoral, Pacifique Nduwimana.

Kagame disse a jornalistas depois de votar que o processo eleitoral foi "muito democrático" e negou as acusações de que a oposição teria sido excluída das eleições.

"Acho que foi bem democrático", disse na escola de Kigali Rugunga. "As pessoas de Ruanda estavam livres para concorrer à eleição - aqueles que quisessem -, então, não vejo problema."

Não há dúvida de que Kagame, 52 anos, que ganhou as eleições de 2003 com 95% dos votos, vencerá o pleito atual para um segundo mandato.

Kagame é chefe de estado desse país da África central desde que seu grupo rebelde tornou-se partido político, a Frente Patriótica de Ruanda (RPF).

Ele concorria com três candidatos quando todos resolveram apoiá-lo em 2003.

Três novos partidos, dois deles não registrados pelas autoridades, foram excluídos das eleições e denunciaram uma "farsa" no processo eleitoral, descrevendo os concorrentes de Kagame como "fantoches".

O governo de Kagame, graças à ajuda de recursos internacionais, mudou a economia deste país montanhoso com poucos recursos naturais, voltando sua economia para serviços e novas tecnologias, assim como modernizando a agricultura.

Mas críticos afirmam que se trata de um regime repressivo.

A Human Rights Watch afirmou que em um período de seis meses houve um "padrão preocupante de intimidação e outros abusos" no país.

"Os últimos meses foram marcados por um aumento da repressão contra a oposição. Nesse contexto, não é surpreendente que as pessoas estejam com medo de falar e que as eleições estejam ocorrendo em uma atmosfera relativamente calma", disse a pesquisadora da HRW Carina Tertsakian à AFP, em Londres.

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