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10/08/2010 - 09h44

Mais de 1.200 civis morreram no 1º semestre no Afeganistão

CABUL, 10 Ago 2010 (AFP) -Mais de 1.200 civis morreram no Afeganistão durante o primeiro semestre de 2010, o que representa um aumento de 25% em relação ao ano passado, informa a ONU em um relatório divulgado nesta terça-feira.

"No total, 1.271 civis morreram e 1.997 ficaram feridos, a maioria deles gravemente", afirmou o representante especial da ONU no país, Staffan de Mistura, durante uma coletiva de imprensa em Cabul.

Dos civis mortos, 1.013 eram afegãos e 258 estrangeiros.

O número de vítimas - mortos e feridos - aumentou 31% durante os primeiros seis meses do ano.

Os rebeldes talibãs foram responsáveis por 75% das mortes de civis mortos e feridos, uma cifra que representa um aumento de 53% em relação ao mesmo período do ano passado.

As perdas civis ocasionadas pelas forças afegãs e internacionais constituíram 12% do total, diminuindo 30% em relação a 2009.

"O custo humano deste conflito aumenta, infelizmente, e o número de civis mortos e feridos cresce", afirmou Mistura, lamentando o aumento de 55% do número de crianças mortas.

Os rebeldes foram responsáveis por 72% dos mortos, um número sete vezes maior ao das forças regulares, assinaladas como responsável por 10% das mortes de civis.

As bombas de fabricação caseira e os atentados suicidas - os dois modos operacionais favoritos dos talibãs - foram a primeira causa de mortalidade entre os civis, matando 557 pessoas, ou mais de 50% do total.

A ONU também assinalou que os assassinatos de vítimas designadas praticamente se duplicou devido às eleições legislativas de 18 de setembro.

Os ataques aéreos da Otan, durante muito tempo questionados pela ONU e pelo governo do presidente afegão Hamid Karzai, foram responsáveis por um terço das mortes de civis ocasionadas pelas forças internacionais, um cifra que representa 64% a menos que o ano anterior.

Desde que o general McChrystal - então chefe das forças americanas e internacionais - ordenou a diminuição desses ataques em 2009, os rebeldes se converteram nos principais responsáveis pelas mortes de civis.

O general David Petraeus, novo comandante das forças internacionais, ditou em 1º de agosto novas diretrizes para proteger os civis e manteve a decisão de seu antecessor de limitar os ataques aéreos.

Por outra parte, a intensificação do conflito causou um aumento considerável de perdas entre as forças internacionais.

Desde o começo do ano, 426 soldados estrangeiros morreram no país, contra 520 em todo 2009, segundo os registros do site especializado icasualties.org. Com 102 mortes, o mês de junho foi de longe o mais negro para as forças internacionais desde que entraram no Afeganistão no final de 2001.

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