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11/08/2010 - 00h22

Chávez nega que apoie guerrilha colombiana

Santa Marta, Colômbia, 10 Ago 2010 (AFP) -O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, negou nesta terça-feira qualquer apoio de seu governo à guerrilha colombiana e sugeriu que os rebeldes abandonem a luta armada, na entrevista coletiva concedida após sua reunião com o novo líder da Colômbia, Juan Manuel Santos.

"Quando nos perguntam com tanta insistência sobre a presença de grupos ilegais na Venezuela (...) insisto em que o governo venezuelano não apoia a guerrilha colombiana". "Sinceramente, acreditem que é assim. Lembrem que já tenho onze anos como presidente e se fosse como dizem, já teriam resultados, isto seria claro".

"O governo que lidero não apoia e nem apoiará grupos guerrilheiros. Isto é uma infâmia", reafirmou Chávez.

O presidente lembrou que em 1999, quando assumiu pela primeira vez o governo, "disse que a guerrilha colombiana não tinha futuro pelo caminho das armas".

No encontro realizado hoje na cidade colombiana de Santa Marta, Chávez e Santos "acertaram retomar os vínculos bilaterais, restabelecendo as relações diplomáticas entre os dois países com base em um diálogo transparente e direto, privilegiando a via diplomática", segundo um texto comum.

A Venezuela decidiu romper relações com a Colômbia no final de julho, após o governo do então presidente colombiano, Alvaro Uribe, denunciar na Organização dos Estados Americanos (OEA) a presença de 1.500 guerrilheiros das Farc e da ELN no território venezuelano.

Na coletiva de hoje, Chávez também destacou que a Colômbia é "soberana" no acordo militar firmado com os Estados Unidos há um ano, origem da primeira crise entre Caracas e Bogotá.

"Sempre disse que a Colômbia, como a Venezuela, é soberana para estabelecer convênios com qualquer país do mundo. Apenas é preciso que nenhum destes convênios afete a soberania do vizinho ou se torne uma ameaça".

Segundo o presidente venezuelano, o acordo militar entre Colômbia e EUA foi analisado no encontro com Santos.

Em julho de 2009, Chávez decidiu "congelar" as relações com a Colômbia para rejeitar o acordo militar entre Bogotá e Washington, que permite a presença de tropas americanas em sete bases no território colombiano.

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