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11/08/2010 - 06h50

Comandante do exército israelense justifica ataque à frota humanitária

JERUSALÉM, 11 Ago 2010 (AFP) -O chefe do Estado-Maior do exército de Israel, general Gaby Ashkenazi, justificou o ataque à frota de ajuda a Gaza que deixou nove mortos no dia 31 de maio em um depoimento a uma comissão de investigação israelense responsável por examinar os aspectos jurídicos da operação.

"Nossos soldados abriram fogo de forma justificada, atirando contra quem era necessário e sem disparar em quem não era necessário", afirmou o general Ashkenazi.

"A operação foi comedida e justificada. Os soldados demonstraram sangue frio e de coragem. A vida dos membros do comando estava em perigo, atuaram de forma excepcional", completou o chefe do Estado-Maior.

O general Ashkenazi é o terceiro alto funcionário do governo, depois do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e do ministro da Defesa Ehud Barak, a comparecer à comissão desta segunda-feira.

A comissão, presidida pelo ex-juiz da Suprema Corte Yaakov Tirkel, tem cinco israelenses e dois observadores estrangeiros, que não têm direito a voto.

"Nem sempre as informações são exatas antes de uma operação e as operações poucas vezes acontecem como o previsto. A diferença entre um êxito e uma complicação é fina como um fio de cabelo", admitiu o general.

Ashkenazi será o único militar a depor na comissão.

O Exército israelense admitiu em um relatório interno, publicado parcialmente em 12 de julho, os erros cometidos no planejamento e execução da operação, justificando ao mesmo tempo o uso da força.

Oficiais da marinha israelense mataram nove turcos na ação contra o navio "Mavi Marmara", em águas internacionais, no momento em que a embarcação tentava romber o bloqueio ao redor da Faixa de Gaza.

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