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11/08/2010 - 13h58

Número de mortos nos deslizamentos de terra na China chega a 1.100

Zhouqu, China, 11 Ago 2010 (AFP) -Os deslizamentos de terra na China deixaram 1.117 mortos e 627 desaparecidos, anunciaram nesta quarta-feira as autoridades locais, revisando em alta o balanço anterior de 702 mortos.

A catástrofe aconteceu numa área remota da província de Gansu, na colina tibetana.

As equipes de socorro redobram seus esforços de busca, temendo uma iminente tempestade tropical.

Mas as esperanças de encontrar sobreviventes são cada vez menores, 72 horas depois do desastre, indicaram as equipes mobilizadas na localidade de Zhouqu, arrasada pelo lodaçal.

Em um hotel inundado, um homem de 50 anos foi resgatado depois de sobreviver três dias.

Wang Dianlan sobreviveu comendo macarrão seco e começou a pedir ajuda apenas nesta quarta-feira, quando sua comida acabou. Ele estava desidratado, mas estável, segundo a agência de notícias Xinhua.

Outra pessoa foi resgatada, mas sua identidade é desconhecida.

"Os deslizamentos de terra são piores do que os terremotos", disse um socorrista, citado pela Xinhua.

"Só temos uma chance de 1% de encontrar mais sobreviventes", acrescentou.

Cerca de 10 mil soldados e socorristas continuam procurando qualquer sinal de vida entre os montes de lama.

Após o anúncio de chuvas torrenciais por causa da proximidade do tufão Dianmu que acaba de atingir a Coreia do Sul, os soldados suspenderam o uso das escavadeiras e explosivos que removiam os destroços que bloqueiam o rio Bailong.

Os pedaços de pedras e os escombros que retêm a água criam uma barreira natural que, se ceder, poderá provocar um novo desastre, afirmou a agência de notícias.

As autoridades provinciais já esvaziaram as áreas mais afetadas. A população tenta sobreviver como pode.

Dezenas de milhares de pessoas não têm o que comer, nem acesso à água potável e muitas estradas estão danificadas, o que torna quase impossível o transporte de alimentos.

Ainda há dificuldade de instalação de barracas para as vítimas, devido às condições do solo, explicou.

"Temos as tendas, mas não temos onde instalá-las", disse Zhang Hongdong, um membro da Cruz Vermelha, citado pela Xinhua.

As equipes de resgates transportam os corpos em macas sem parar, constatou um jornalista da AFP. Mais ao longe, vários caixões se acumulam em uma carreta.

Em um necrotério improvisado, com o calor sufocante, dez corpos esperam para serem identificados. Por causa do cheiro insuportável, vários sobreviventes cobrem o nariz, outros simplesmente se afastam.

Centenas de médicos e enfermeiros foram enviados para o local, bem como especialistas na prevenção de epidemias.

O ministério da Saúde indicou na terça-feira que nenhuma epidemia foi constatada até o momento.

As chuvas na China fizeram mais de 2 mil mortos ou desaparecidos desde o início do ano e 12 milhões de pessoas foram transferidas para o sul, centro, e, mais recentemente, para o nordeste do país.

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