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12/08/2010 - 12h30

Presidente colombiano condena ato terrorista com carro-bomba

BOGOTA, 12 Ago 2010 (AFP) -Um carro-bomba explodiu na madrugada desta quinta-feira em Bogotá, perto da sede da rádio Caracol, ferindo nove pessoas e causando importantes danos materiais, um atentado que o novo presidente Juan Manuel Santos classificou de "terrorista".

"Vamos continuar combatendo o terrorismo com tudo que temos ao nosso alcance", afirmou Santos ao visitar o norte de Bogotá, onde ocorreu a explosão, registrada apenas cinco dias depois que assumiu a presidência do país.

"Como todo ato terrorista, o que querem é perturbar, criar medo na população, gerar ceticismo", explicou, aconselhando que os habitantes de Bogotá "devem continuar com sua vida cotidiana".

"Minha mensagem ao povo é: fiquem tranquilos, estamos aqui, continuemos com nossa vida normal, porque o que eles querem é gerar medo", enfatizou.

O presidente explicou que a explosão não produziu danos estruturais nos edifícios.

A explosão aconteceu às 05H30 local (07H30 de Brasília). "Há nove pessoas com ferimentos leves, três das quais foram hospitalizadas, mas sem qualquer gravidade", informou o prefeito Samuel Moreno à imprensa.

Os vidros das janelas de inúmeros prédios da zona foram destruídos. Segundo funcionários da Caracol, grande parte do teto da sede da rádio desabou e o prédio ficou muito danificado, o que forçou à evacuação da emissora.

"Trata-se de um veículo que foi explodido", informou o comandante da polícia de Bogotá, general César Pinzón, indicando que a carga explosiva foi colocada num carro particular cuja procedência está sendo investigada.

Pinzón assinalou ainda que o atentado não foi reivindicado e que as autoridades não sabem qual era seu objetivo.

A estação de rádio Caracol negou ter recebido algum tipo de ameaça nos últimos dias, segundo seu diretor Ricardo Alarcón.

"Nesses meios, essas coisas são cíclicas. Há épocas de ameaças e outras de tranquilidade", explicou.

A Caracol é um dos grandes grupos de rádio e televisão privados da Colômbia. A emissora é basicamente uma cadeia de informação e de programas de opinião.

O último grande atentado sofrido na Colômbia aconteceu em 24 de março, em Buenaventura, principal porto colombiano no Pacífico, e deixou nove mortos. O então presidente, Alvaro Uribe, atribuiu o atentado à guerrilha das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).

Uma semana antes da posse de Santos, as Farc propuseram ao novo presidente iniciar um diálogo de paz, em um vídeo gravado por seu líder máximo, Alfonso Cano.

Santos respondeu no dia de sua posse que seu governo não fechará a porta às conversas com a guerrilha, mas que estas devem acontecer "com base nas premissas inalteráveis da renúncia às armas, ao sequestro, à extorsão, ao narcotráfico e à intimidação".

Santos foi ministro da Defesa entre 2006 e 2009, quando aplicou duros golpes às guerrilhas.

Na Colômbia operam as guerrilhas das Farc, com 8.000 combatentes, e o Exército da Libertação Nacional (ELN), com 2.500 homens.

Além disso, há diversos bandos de narcotraficantes e grupos criminosos, alguns deles integrados por ex-paramilitares.

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