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15/08/2010 - 11h30

China tem dia de luto em homenagem às vítimas de Gansu

PEQUIM, 15 Ago 2010 (AFP) -A China respeita neste domingo um dia de luto nacional em memória dos mais de 1.200 mortos nos deslizamentos de terra na província de Gansu (noroeste do país), os piores em uma década.

Todas as atividades foram canceladas no país, incluindo a partida entre Brasil e China pelo Grand Prix de vôlei feminino, que seria disputada na cidade de Macau e foi reprogramada para segunda-feira.

As autoridades advertiram que as chuvas torrenciais continuariam neste domingo, com riscos de inundações e deslizamentos de terra em Gansu e na província vizinha de Sichuan, destacou a agência oficial Xinhua (Nova China).

Há uma semana, gigantescos deslizamentos de barro devastaram a cidade montanhosa de Zhouqu, em Gansu, deixando um balanço de 1.248 mortos e 496 desaparecidos.

Neste domingo, as bandeiras foram hasteadas a meio pau em todo o país, já que na tradição chinesa o sétimo dia após uma morte representa o ponto culminante do luto. Em toda a China foram cancelados eventos como shows, sessões de cinema e espetáculos de luz e som.

Em Pequim, 10.000 pessoas se reuniram na manhã deste domingo na Praça da Paz Celestial para uma cerimônia. O presidente Hu Jintao e outras autoridades também prestaram homenagem às vítimas, segundo a imprensa estatal.

Pouco depois da meia-noite, os websites chineses passaram a aparecer em preto e branco, incluindo os portais dos jornais, que não usam cores neste domingo em sinal de luto.

Em Zhouqu, milhares de habitantes e integrantes das equipes de resgate interromperam as operações de busca para participar em uma cerimônia em memória das vítimas, na qual centenas de pessoas exibiram flores de papel brancas e respeitaram três minutos de silêncio.

Após a cerimônia, os trabalhos foram retomados, com a retirada de escombros do rio Bailong, em busca de corpos, e a pulverização de desinfectantes para evitar epidemias.

As autoridades estão com dificuldades de suprir a demanda de caixões na região devastada, onde um terço da população é tibetana, segundo a Xinhua.

No sábado, o Dalai Lama - líder espiritual dos budistas tibetanos e exilado na Índia - rezou pelas vítimas e afirmou estar "profundamente entristecido" com a perda de vidas e os danos na China, assim como no Paquistão e na Índia.

O líder religioso, sempre criticado por Pequim, que o considera um separatista, afirmou que a mudanças climáticas podem ser a origem das inundações e deslizamentos de terra na Ásia e pediu à comunidade internacional um esforço conjunto para proteger o planeta.

"Segundo os especialistas, estas inundações tão pouco comuns e os incêndios devastadores na Rússia são sinais de um mal mais profundo, provocado por um aquecimento sem precedentes do planeta e por outras causas ambientais", afirmou em Dharamsala, na Índia.

Mais de 305 milhões de pessoas foram afetadas pelas recentes chuvas na China, que provocaram danos de mais de 1,7 bilhão de dólares, segundo a Xinhua.

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