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18/08/2010 - 20h31

Ajuda internacional chega lentamente a um Paquistão desesperado

MULTAN, Paquistão, 18 Ago 2010 (AFP) -O Paquistão anunciou já ter recebido 300 milhões de dólares de ajuda internacional para as milhões de vítimas das inundações, mas muitas pessoas continuavam sem teto ou comida, aumentando as críticas contra a ineficácia do governo.

As enchentes varreram aldeias, terras cultiváveis e a infraestrutura, convertendo-se na pior catástrofe da história do país.

Mais de 650.000 famílias vivem sem um alojamento mínimo, segundo o escritório de coordenação de assuntos humanitários das Nações Unidas (Ocha).

Perto de Multan, no sul da província de Punyab (centro), cerca de 3.000 refugiados, a metade crianças, lutavam contra um calor infernal, nuvens de mosquitos e problemas de saúde.

A ONU pediu na semana passada 460 milhões de dólares de ajuda para evitar que a falta de alimentos e as enfermidades provoquem uma "segunda onda de mortos" e, nesta quarta-feira, anunciou ter recebido 50% desse total, incluindo promessas que ainda devem converter-se em dinheiro efetivo.

A União Europeia decidiu hoje aumentar sua ajuda em 30 milhões de euros, com um total 70 milhões. Na segunda-feira, o Banco Mundial havia concedido ao país um empréstimo de 900 milhões de dólares.

Zamir Akram, embaixador do Paquistão na ONU em Genebra, disse que seu país recebeu ajuda de 301 milhões de dólares através das Nações Unidas e mecanismos diretos de auxílio.

Vários países, como Afeganistão, Turquia, Estados Unidos e Arábia Saudita prometeram doar milhões de dólares.

A Organização da Conferência Islâmica (OCI) pediu aos países muçulmanos que concedam uma "ajuda urgente" ao Paquistão, e o Papa Bento XVI exortou a comunidade internacional a dar um "apoio concreto" ao país.

As agências de ajuda destacaram nos últimos dias a dificuldade em se obter o dinheiro necessário para socorrer seis milhões de flagelados, expostos a doenças como tifo, hepatite e cólera.

Até o momento, as inundações já deixaram 1.475 mortos e 2.052 feridos, além de 970.520 casas destruídas, segundo o ministro da Informação, Qamar Zaman Kaira.

O presidente paquistanês, Asif Ali Zardari, que está na Rússia para assistir à reunião regional sobre o Afeganistão, estimou que o país "sairá fortalecido como nação" após o desastre.

Boa parte das vítimas - ainda em campos improvisados ao longo das estradas - denuncia a atitude inoperante do governo.

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