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18/08/2010 - 16h00

Debate sobre mesquita esquenta, e WTC emerge dos escombros

  • Local que pode se tornar um grande centro islâmico, próximo ao Marco Zero, nos Estados Unidos

    Local que pode se tornar um grande centro islâmico, próximo ao Marco Zero, nos Estados Unidos

NOVA YORK, 18 Ago 2010 (AFP) -A controvérsia nos Estados Unidos pelo projeto de uma mesquita no sul de Nova York ocorre num momento em que o vazio existente desde 2001 no desolado Marco Zero apenas começa a ser preenchido.

Até 2009, esse local no sul de Manhattan era um deserto em pleno centro financeiro, mas muito visitado por turistas, curiosos ou parentes das 3.000 vítimas, onde os esforços de reconstrução não prosperavam.

Imobilismo e polêmicas de construtoras e proprietários, pontuadas a cada 11 de setembro por cerimônias em homenagem às vítimas, consolidaram o Marco Zero como um santuário, sem que os Estados Unidos decidissem virar a página.

Nesse contexto, surgiu a controvérsia sobre o Centro Cultural Islâmico, denunciado por seus opositores como uma afronta à memória das vítimas, apesar de estar previsto para ser construído a duas quadras do Marco Zero.

Segundo uma pesquisa da CNN, 68% dos americanos opõe-se à ideia, mas a Casa Córdoba é defendida, entre outros, pelo prefeito da cidade, Michael Bloomberg, como uma forma de cicatrizar as feridas. Na semana passada, o próprio presidente Barack Obama entrou na polêmica, do lado dos partidários do projeto.

Quase uma década depois dos atentados de 11 de setembro de 2001, a torre "One World Trade Center" começa agora a ser uma realidade visível no enorme buraco negro deixado pelo ataque da rede islâmica Al-Qaeda.

O edifício do arquiteto David Childs - que será o mais alto das Américas, com mais de 540 metros - já tem 32 andares construídos.

A torre que terá 104 andares será concluída em 2013, segundo a imobiliária que comercializa seus 269.000 metros quadrados de escritórios e 46.000 de lojas, restaurantes e mirantes.

Tara Stacom, vice-presidente da Cushman e Wakefield, assegurou nesta quarta-feira em entrevista à AFP que "não houve nenhum impacto" da controvérsia sobre a mesquita na comercialização do One WTC. "A demanda é muito alta", disse.

A previsão é a de que no fim de 2010, o principal edifício que substituirá as Torres Gêmeas e que promete ser o mais "verde" do planeta, alcance 50 andares.

"Aqui estamos, depois de nove anos de idas e vindas, as coisas estão se destravando de forma impressionante", disse a uma emissora local Larry Silverstein, principal responsável pela reconstrução do World Trade Center (WTC).

Uma empresa chinesa foi a primeira a assinar contrato de aluguel de 17.000 metros quadrados, destinados a um centro de negócios especializado no gigante asiático que esta semana passou ao posto de segunda maior economia mundial.

Outros cinco arranha-céus rodearão o "One WTC", incluindo a "Torre 4", de 288 metros, a outra construção mais adiantada do complexo.

As obras foram bloqueadas por diferenças entre Silverstein, arrendatário do WTC antes dos ataques, e o proprietário, a Autoridade Portuária de Nova York e Nova Jersey, mas em março chegou-se a um acordo.

"Creio que todos acabaram se dando conta de que isso tinha que ser feito, e a Autoridade Portuária acabou entendendo que não podia conseguir sem a gente, nem a gente sem eles", admitiu Silverstein.

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