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24/08/2010 - 09h33

Número de militares americanos no Iraque reduzido a menos de 50.000

BAGDÁ, 24 Ago 2010 (AFP) -O número de soldados americanos no Iraque foi reduzido a menos de 50.000 nesta terça-feira, antes da declaração do fim das operações de combate que acontecerá na próxima semana, um momento chave sete anos depois da invasão que derrubou Saddam Hussein.

A notícia foi anunciada no momento em que a violência dos últimos dois meses cria o temor de que as forças iraquianas ainda não estejam preparadas para garantir a segurança do país sem ajuda, e em um período no qual a nação ainda não conta com um governo, mais de cinco meses após as eleições de março.

"Hoje, de acordo com as instruções do presidente (Barack) Obama e como parte de uma retirada responsável das forças, o nível da força militar americana no Iraque é inferiores a 50.000", afirma o exército americano em um comunicado.

"A transição das forças militares americano à Operação 'New Dawn' (Novo Amanhecer) será efetiva a partir de 1º de setembro de 2010", completa o texto.

Pouco depois de assumir o poder em 2009, Obama prometeu que Washington encerraria as operações de combate no Iraque até o fim de agosto, com o fim da Operação Liberdade Iraquiana, e que a partir deste momento as tropas ficariam reduzidas a menos de 50.000 oficiais.

O atual nível de tropas americanas no Iraque representa menos de um terço do momento mais elevado, que foi de 170.000 militares em 2007, quando o Iraque era devastado por uma brutal guerra religiosa na qual morreram milhares de pessoas.

O exército americano retirou milhares de soldados do país nos últimos meses, e a última unidade americana designada como "brigada de combate" deixou o Iraque e entrou no Kuwait na quinta-feira passada.

Todas as brigadas dos Estados Unidos que permanecem no Iraque são catalogadas atualmente de brigadas para "assessorar e auxiliar", como parte dos planos americanos para ajudar a treinar e fortalecer as forças iraquianas antes de uma retirada completa que deve acontecer no fim do próximo ano.

O aumento da violência nos últimos meses, no entanto, provoca o temor da falta de preparo das tropas iraquianas para assumir sozinhas a responsabilidade da segurança nacional.

De acordo com dados iraquianos, questionadas pelos Estados Unidos, julho foi o mês mais violento no Iraque desde maio de 2008. Na semana passada, um atentado suicida matou 59 pessoas em um centro de recrutamento militar em Bagdá.

Os comandantes americanos insistem que os iraquianos são capazes de enfrentar a tarefa, mas o principal oficial militar iraquiano afirmou no início do mês que o exército do Iraque não estará preparado até 2020.

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