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25/08/2010 - 11h47

Atentados com 14 carros-bomba deixam pelo menos 48 mortos no Iraque

BAGDÁ, 25 Ago 2010 (AFP) -Pelo menos 48 pessoas, entre elas mulheres e crianças, morreram nesta quarta-feira no Iraque em uma série de atentados, provavelmente coordenados, executados com carros-bomba contra instalações da polícia, a poucos dias do fim da missão de combate americana no país.

As explosões de 14 carros-bomba em 10 diferentes pontos do território iraquiano provocaram a morte de pelo menos 48 pessoas, a maioria policiais, e deixaram mais de 250 feridos.

A série de atentados, que lembra os momentos de maior intensidade da insurreição entre 2006 e 2007, pode parecer contraditória em relação a certas afirmações das autoridades americanas, para quem as forças iraquianas são capazes de garantir a segurança no país.

Na terça-feira, o número de soldados americanos no Iraque foi reduzido para menos de 50.000, antes da declaração do fim das operações "de combate", prevista para a próxima semana.

Sete anos depois da invasão do Iraque, e num momento em que o país sofre por não ter conseguido formar um governo de coalizão após as eleições de março, a violência parece estar aumentando de novo, principalmente nos últimos dois meses.

Nesta quarta-feira, o maior atentado da série teve como alvo um escritório que expedia passaportes na cidade de Kut, 160 km ao sudeste de Bagdá. Quinze policiais e cinco civis morreram, e 90 pessoas ficaram feridas.

Na capital, um carro-bomba explodiu perto de um posto policial do bairro de Al Qahira (zona norte), matando 15 pessoas, entre elas oito agentes, e deixando 58 feridos, de acordo com o ministério do Interior.

Carros-bomba também explodiram na cidade petroleira de Kirkuk (240 km ao norte de Bagdá), em Basra (extremo sul), nos subúrbios da cidade xiita de Kerbala (110 km ao sul de Bagdá), em Dujail (60 km ao norte da capital) e em Muqdadiya, na província de Diyala.

Nesta última localidade, 90 km ao nordeste de Bagdá, a explosão de um carro-bomba que tinha como alvo uma patrulha policial matou três civis. Quando o exército chegou ao local do atentado, outro carro foi detonado, ferindo seis militares.

Pouco depois de assumir o poder em 2009, o presidente americano Barack Obama prometeu que os Estados Unidos encerrariam as operações de combate no Iraque até o fim de agosto de 2010, pondo fim à operação "Iraqi Freedom" e reduzindo o número de tropas presentes no país para menos de 50.000.

A quantidade atual de militares americanos no Iraque representa menos que um terço do maior número de tropas mobilizadas no país, que chegou a 170.000 em 2007.

O exército americano mandou de volta para casa dezenas de milhares de soldados nos últimos meses, e a última unidade designada como 'brigada de combate' partiu na quinta-feira passada.

Todas as brigadas americanas que ainda permanecem em território iraquiano têm como objetivo "assessorar e assistir" as forças de segurança locais, que têm sido treinadas e fortalecidas pelos EUA antes da retirada completa, cuja conclusão está prevista para o fim do ano que vem.

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