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26/08/2010 - 10h28

Kim Jong-Il visita a China acompanhado do filho e provável sucessor

SEUL, 26 Ago 2010 (AFP) -O líder norte-coreano Kim Jong-Il ao que tudo indica está na China, acompanhado do filho Kim Jong-Un, considerado por analistas o provável sucessor de uma "dinastia" que já leva duas gerações à frente de um dos Estados mais fechados do mundo.

Um trem especial no qual supostamente viajavam Kim Jong-Il e pessoas próximas a ele cruzou a fronteira na manhã desta quinta-feira, evitando uma zona afetada pelas recentes inundações.

"O trem especial cruzou (a cidade norte-coreana) de Manpo, na província de Chagang, e segue em direção à cidade chinesa de Ji'an", declarou uma fonte oficial, que pediu anonimato.

Habitantes das cidades chinesas de Jilin e de Ji'an afirmaram que havia uma importante delegação norte-coreana na região, encabeçada, ao que parece, por Kim Jong-Il.

Caso a visita seja confirmada, esta será a segunda visita a China do dirigente norte-coreano em 2010.

"Há indícios de que o presidente Kim partiu para a China na manhã de quinta-feira", destacou a agência sul-coreana Yonhap.

De acordo com a agência Yonhap, Kim estaria acompanhado do filho mais novo Kim Jong-Un, considerado por muitos como seu provável sucessor.

Pequim mantém silêncio sobre a possível visita. Nem a China nem a Coreia do Norte confirmam os deslocamentos do líder norte-coreano até que ele deixe o território chinês.

Em maio, Kim fez uma visita de cinco dias ao país vizinho, durante a qual se reuniu com o presidente chinês Hu Jintao.

A nova viagem acontece em um momento de especulações sobre a sucessão de Kim Jong-Il e no qual Pequim tenta convencer Pyongyang a retornar à mesa de negociações para acabar com seu programa nuclear.

Com 68 anos, Kim Jong-Il, no poder desde 1994, foi vítima de um derrame cerebral em agosto de 2008. Ele não designou oficialmente um sucessor, mas os analistas apostam na escolha de seu terceiro filho, Jong-Un.

Segundo os analistas, Kim Jong-Un pode ser designado sucessor durante uma reunião de delegados do Partido Comunista em setembro, a terceira deste tipo desde a criação do Estado em 1948.

Eles acreditam que Kim Jong-Il viajou a Pequim para obter a benção dos dirigentes chineses a seu sucessor, mas também para pedir uma ajuda econômica.

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