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27/08/2010 - 13h41

Presidente Bashir volta ao Sudão depois de visitar o Quênia

CARTUM, 27 Ago 2010 (AFP) -O presidente sudanês Omar al Bashir, acusado de genocídio em Darfur pela Corte Penal Internacional (CPI), voltou nesta sexta-feira à tarde ao Sudão depois de uma visita ao Quênia, convidado para a cerimônia de promulgação da nova Constituição do país.

A CPI chegou a informar ao Conselho de Segurança da ONU que o presidente sudanês se encontrava no Quênia, para que o Conselho tomasse as medidas que lhe pareçam adequadas.

Por sua parte, o Quênia, país que assinou o estatuto de Roma que o obriga a cooperar com a CPI - emissora de ordens de prisão contra Bashir -, afirmou que parecia justo o convite feito ao presidente sudanês.

Al-Bashir é procurado pela CPI para responder às acusações de genocídio e crimes de guerra na província de Darfur.

Antes do presidente sudanês chegar ao Quênia, a organização de defesa dos direitos humanos com sede em Nova York Human Rights Watch (HRW) pediu às autoridades quenianas a "prisão ou o impedimento de entrada" de Bashir.

"O Quênia é um Estado integrante da CPI. O tratado que a criou, o estatuto de Roma, exige dos Estados que cooperem com a corte, o que inclui cumprir as ordens de captura", afirma a HRW em um comunicado.

Acusado desde o ano passado por crimes de guerra e crimes contra a humanidade, o presidente sudanês está, desde 12 de julho, sob uma nova ordem de prisão da CPI, desta vez por genocídio.

A região de Darfur está em guerra civil há sete anos, com um balanço de 300.000 mortos segundo a ONU, e 10.000 segundo Cartum.

Os rebeldes de Darfur também pediram ao Quênia que prenda e entregue Al-Bashir.

Abdelwahid Nur, comandante do Exército/Movimento de Libertação do Sudão, um dos principais grupos rebeldes, declarou por telefone à AFP que Al-Bashir deve ser detido antes de retornar ao Sudão.

"Pedimos ao Quênia e à comunidade internacional que o detenha e o entregue à justiça internacional antes que retorne ao Sudão", declarou.

Jibril Ibrahim, dirigente do Movimento para a Justiça e a Igualdade (JEM), o grupo rebelde mais ativo militarmente, qualificou de "inaceitável" a decisão do Quênia de receber Al-Bashir.

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