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28/08/2010 - 14h48

Identificação de vítimas no México pode ser prejudicada por decomposição dos corpos

MÉXICO, 28 Ago 2010 (AFP) -O processo de identificação dos 72 imigrantes assassinados no nordeste do México prosseguia neste sábado, com a possibilidade de que a maioria não possa ser reconhecida, devido ao estado de decomposição dos corpos.

"Pessoalmente, temo que um grupo significativo destes 72 ficará sem qualquer possibilidade de identificação", comentou o vice-chanceler de Honduras, Alden Rivera.

Até sexta-feira haviam sido reconocidos 31 dos 72 corpos - entre eles 14 hondurenhos, 12 salvadorenhos, quatro guatemaltecos e um brasileiro - porque eram os únicos que estavam com algum documento de identidade, explicou o diplomata na Cidade do México. As tarefas prosseguiam neste sábado, embora, até o momento, não tenham sido divulgados detalhes.

A chancelaria hondurenha anunciou que coordena com os familiares das vítimas o processo de repatriação.

O massacre ocorrido em Tamaulipas foi atribuído por um sobrevivente equatoriano a integrantes do cartel os Zetas.

Dos 400.000 imigrantes que atravessam o México para chegar aos Estados Unidos, "a maioria é víctima de redes internacionais de contrabando, do tráfico de pessoas e de drogas; muitos não conseguem chegar a seu destino", denunciou em Genebra Navi Pillay, titular do Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos (Acnudh).

Em 11 de junho de 2008, por exemplo, um grupo de 33 cubanos e quatro centro-americanos foram sequestrados por um comando armado quando eram trasladados de Quintana Roo (leste), a um centro de detenção do estado de Chiapas (sudeste).

Um grupo de 18 desses 33 imigrantes foram detidos dias depois na cidade americana de Hidalgo (Texas); dos demais, não se soube mais nada.

Pillay pediu ao governo mexicano, "com caráter de urgência, uma investigação aprofundada, transparente e independente desses assassinatos e a preservar a dignidade das vítimas, assegurando sua identificação e devolução às famílias, em seu país de origem".

Em Washington, a Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) expressou sua "mais profunda preocupação com a matança de imigrantes ocorrida no México, pedindo ao Estado medidas urgentes para investigar e fazer justiça, assim como proteger os imigrantes em trânsito", informou em comunicado.

A Comissão, entidade da Organização de Estados Americanos (OEA), recebeu em março denúncias de Ongs, segundo as quais 18.000 pessoas teriam sido sequestradas pelo crime organizado em 2009, no México, e que a maioria dos afetados são crianças, meninas e mulheres.

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