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31/08/2010 - 22h06

Obama encerra combates no Iraque e mira na recuperação econômica

WASHINGTON, 31 Ago 2010 (AFP) -O presidente Barack Obama declarou nesta terça-feira, em discurso à Nação, o fim da missão de combate das tropas americanas no Iraque, destacando que seu governo vai se concentrar agora em recuperar a economia dos Estados Unidos.

Em seu segundo discurso em horário nobre, proferido do Salão Oval da Casa Branca, Obama falou de sua "reverência" pela bravura e pelos sacrifícios feitos pelas tropas americanas em uma das "guerras mais longas" dos Estados Unidos da América, e disse que é tempo de sanar as divisões domésticas depois de mais de sete anos de conflito.

"Esta noite, eu anuncio que a missão de combate americana no Iraque chegou ao fim", disse Obama, sentado no mesmo lugar de onde seu antecessor, George W. Bush, anunciou o início da invasão ao Iraque, em 2003.

"A operação Liberdade no Iraque está concluída, e o povo iraquiano agora assume a responsabilidade pela segurança de seu país", disse Obama em seu discurso de 18 minutos.

"Nós enviamos nossos homens e mulheres para enormes sacrifícios no Iraque e gastamos vastos recursos no exterior em um período de orçamentos apertados em casa".

Obama afirmou que os Estados Unidos "arcaram com suas responsabilidades" no Iraque e pagaram um "preço alto" para controlar a violência e deixar o futuro do país nas mãos de seu povo.

"Concluir a guerra não é apenas do interesse do Iraque, mas também do nosso interesse. Os Estados Unidos pagaram um preço alto para colocar o futuro do Iraque nas mãos de seu povo".

"Nesse memorável capítulo da história dos Estados Unidos e do Iraque, nós arcamos com nossas responsabilidades. Agora, é hora de virar a página", afirmou Obama.

"Nós fechamos ou transferimos centenas de bases aos iraquianos. E retiramos milhões de equipamentos do Iraque".

Mais de 4.400 soldados americanos foram mortos no Iraque e mais de 34.000, feridos na guerra desde a invasão de março de 2003, que tinha como objetivo destituir o ditador Saddam Hussein do poder, em uma operação militar que custou centenas de bilhões de dólares.

Menos de 50.000 soldados americanos permanecem no Iraque, sendo que 100.000 deixaram o país, invadido em 2003 pelo ex-presidente George W. Bush, para capturar um arsenal de armas de destruição em massa que jamais foi encontrado.

O presidente destacou que os líderes do Iraque devem formar rapidamente um novo governo: "esta noite, encorajo os responsáveis iraquianos a avançar com urgência para formar um governo que seja representativo de todos os iraquianos".

"Quando o governo estiver formado, não haverá dúvidas, os iraquianos terão um parceiro forte: os Estados Unidos", acrescentou. "Nossa missão de combate chegou ao fim, mas não nosso compromisso com o futuro do Iraque".

Obama destacou que a partir de agora "nossa tarefa mais urgente é restabelecer a economia e por para trabalhar milhões de americanos que perderam seus empregos".

"Nos próximos dias, esta deve ser nossa missão central como povo, e minha responsabilidade central como presidente".

No mesmo discurso, Obama revelou que o ritmo da retirada das tropas americanas no Afeganistão será determinado pelas condições no terreno.

Obama destacou que em julho de 2011 as forças americanas que combatem a insurgência talibã no Afeganistão começarão "uma transição para a responsabilidade afegã".

Mas, em meio à crescente insurgência no Afeganistão, Obama advertiu que "o ritmo das nossas reduções de tropas será determinado pelas condições no terreno", mas garantiu que "nosso apoio ao Afeganistão irá perdurar".

"Mas não se enganem: esta transição começará porque a guerra aberta não serve nem aos nossos interesses, nem aos do povo afegão".

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