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29/07/2011 - 18h14

América Latina tem maior número de jornalistas mortos em 20 anos

MIAMI, 29 Jul 2011 (AFP) -Com 19 assassinatos de jornalistas em vários países da região nos primeiros sete meses de ano, 2011 se converteu no ano mais trágico para a imprensa latino-americana em 20 anos, alertou nesta sexta-feira a Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP).

"Em sete meses foram assassinados jornalistas de nove países. Este é o ano mais trágico das últimas duas décadas da imprensa da América Latina", disse Robert Rivard, presidente da Comissão de Liberdade de Imprensa e Informação da SIP, durante uma coletiva de imprensa.

O diretor recordou o assassinato dos últimos dias dos repórteres Yolanda Ordaz de la Cruz, no México, e Auro Ida, no Brasil.

Rivard detalhou que os jornalistas assassinados somam cinco no México, quatro no Brasil, quatro em Honduras e um em cada um dos seguintes países: Colômbia, El Salvador, Guatemala, Paraguai, Peru e Venezuela.

Além disso, disse Rivard, existem outros casos de repórteres mortos por razões alheias ao ofício e que um outro permanece desaparecido no México.

A situação da liberdade de imprensa "se agravou" neste ano nas Américas principalmente devido à violência por parte do crime organizado, considerou a entidade com sede em Miami.

O presidente da SIP, Gustavo Marroquín, disse que no México (país com maior registro de crimes contra a imprensa) "há falta de um plano de proteção de jornalistas" e que ainda impera a impunidade.

"O crime organizado e os governos autoritários são os maiores inimigos da liberdade de expressão nas Américas", disse Marroquín.

Na quinta-feira, ao menos cinco jornalistas de Notiver, no estado mexicano de Veracruz (leste), protestaram pelos assassinatos de jornalistas. Um mês antes foi assassinado o editor do mesmo diário, Miguel Ángel López, juntamente de sua esposa e um filho de 21 anos, que era jornalista fotográfico.

A Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) cobrou nesta sexta ao governo do México que investigue e puna os culpados pelo homicídio de Yolanda Ordaz de la Cruz.

México é o país mais perigoso da América para a imprensa, com 66 jornalistas assassinados e 12 desaparecidos na última década, segundo o relatório sobre liberdade de expressão da ONU.

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