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Crise no mundo árabe

Iniciadas em janeiro, manifestações se espalham em países da África e do Oriente Médio; os ditadores de Tunísia, Egito e Líbia já caíram

  • Imagem: Ahmad Al-Rubaye/ AFP
30/08/2011 - 08h37

Filha de Gaddafi deu à luz uma menina na Argélia


Em Argel

Aisha, filha do ditador líbio Muammar Gaddafi, deu à luz uma menina na Argélia, onde chegou na segunda-feira (29) com dois irmãos e a mãe, informaram à AFP fontes do governo argelino. "Aisha deu à luz esta manhã. Teve uma menina. Mãe e filha passam bem", afirmou a fonte, que pediu anonimato.

Aisha, ao lado dos irmãos Hanibal e Mohamed, assim como da mãe Safia, foram autorizados a entrar na Argélia por "razões humanitárias", anunciaram as autoridades argelinas, que comunicaram os rebeldes líbios e a ONU sobre a decisão..

Refúgio

O representante da Argélia na ONU defendeu hoje a decisão de seu país de receber a mulher e três filhos do líder líbio foragido Muammar Gaddafi. Segundo Mourad Benmehidi, existe na região uma ''regra sagrada de hospitalidade''. 

Entenda: É Gaddafi, Khadafi ou Kadaffi?

O governo argelino afirmou ainda que a decisão se deu por razões humanitárias e que os familiares de Gaddafi que a Argélia concordou em receber não se encontram em listas de procurados.

Já um porta-voz rebelde disse que a decisão foi ''um ato de agressão contra o povo líbio'' e afirmou que serão usados todos os meios legais para obrigá-los a regressar à Líbia.

Em uma declaração divulgada pela agência de notícias estatal argelina, a APS, o Ministério do Exterior da Argélia disse que a mulher de Gaddafi e três de seus filhos cruzaram a fronteira vindos da Líbia na manhã de segunda-feira. A localização de Gaddafi, no entanto, permanece desconhecida.

Otan

A notícia sobre o paradeiro da família de Gaddafi foi divulgada em um momento em que as forças rebeldes da Líbia ainda tentam derrotar o que restou das forças leais a Gaddafi.

Os rebeldes continuam os preparativos para um ataque contra a última área em poder das forças leais a Gaddafi, a cidade de Sirte.

Os líderes do movimento rebelde fizeram uma proposta de um cessar-fogo de 48 horas, devido ao feriado muçulmano do Eid e muitos rebeldes têm familiares vivendo em Sirte e afirmaram que vão fazer de tudo para evitar derramamento de sangue.

Os comandantes da Otan afirmaram nesta segunda-feira que a campanha aérea contra as forças leais a Muammar Gaddafi deve continuar, pois a guerra na Líbia está longe do fim.

Em uma declaração divulgada depois de uma reunião no Catar, os comandantes da aliança prometeram continuar com os bombardeios contra o que resta das forças de Gaddafi.

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