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01/10/2011 - 22h06

Centenas de pessoas participam de funeral de americano executado nos EUA

WASHINGTON, EUA, 1 Out 2011 (AFP) -Centenas de pessoas se reuniram neste sábado (1) na Geórgia (sudeste dos Estados Unidos) para assistir ao funeral de Troy Davis, esperando que sua execução, realizada em 21 de setembro, se torne um símbolo da luta contra a pena capital.

Os participantes, vestidos na maioria com camisetas azuis que diziam "Eu sou Troy Davis", encheram a igreja Jonesville Baptist, no sul da cidade de Savannah.

Davis, um negro de 42 anos, foi executado depois de esgotar os recursos legais para evitar a injeção letal por ter assassinado o policial branco Mark MacPhail em 1989, crime pelo qual por condenado em um processo que deixou muitas dúvidas sobre sua culpabilidade, segundo a defesa e várias organizações humanitárias opostas à pena de morte.

Frente a um caixão cheio de flores e fotografias de Davis, vários participantes tomaram a palavra para defender a abolição da pena de morte nos Estados Unidos.

"Não há dúvidas para mim sobre o fato de que a Geórgia, o estado da Geórgia, assassinou um homem inocente", disse Edward DuBose, presidente na Geórgia da National Association for the Advancement of Colored People (Associação Nacional para a Ascensão de Negros).

"Depois de nosso luto, temos que passar à ação", completou.

Temos que "brigar por cada prisioneiro que se encontrar no corredor da morte neste país, isso é o que Troy queria que soubéssemos", disse DuBose.

O diretor-executivo da Anistia Internacional nos Estados Unidos, Larry Cox, manteve uma campanha mundial de apoio à causa de Davis, argumentando que se trata de uma "grave violação aos direitos humanos por parte do governo, ao matar deliberadamente um prisioneiro".

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