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Crise no mundo árabe

Iniciadas em janeiro, manifestações se espalham em países da África e do Oriente Médio; os ditadores de Tunísia, Egito e Líbia já caíram

  • Imagem: Ahmad Al-Rubaye/ AFP
17/10/2011 - 12h26

Combatentes líbios do CNT avançam em Bani Walid, reduto de Gaddafi


Bani Walid (Líbia)

Os combatentes do novo regime líbio ganhavam espaço nesta segunda-feira em Bani Walid, um dos últimos bastiões do ex-líder Muammar Gaddafi, enquanto pessoas próximas a autoridades do antigo regime tentavam fugir do reduto gaddafista de Sirte.

As forças do Conselho Nacional de Transição (CNT, ex-rebelião), que atacaram a cidade pelo norte e pelo sul, convergiram em direção ao centro da cidade de Bani Walid, situada 170 km a sudeste de Trípoli, segundo Salem Ghit, um comandante pró-CNT.

A cidade foi "90% libertada", afirmaram combatentes do CNT a um jornalista da AFP na entrada sul da cidade.

Após intensos combates nesta segunda-feira de manhã, as forças do novo regime conseguiram expulsar os partidários de Gaddafi do aeroporto, situado ao sul da cidade, segundo Salem Ghit, que informou sobre ao menos dois mortos e 70 feridos desde a noite de domingo.

"Já não há forças de Gaddafi no aeroporto", explicou, informando, no entanto, que não ocupará os edifícios.

As forças do CNT, que sitiavam o oásis de Bani Walid há mais de um mês, lançaram no domingo uma nova ofensiva contra a cidade.

Há uma semana, os comandantes do CNT suspenderam os combates para colocar ordem em suas fileiras, atingidas por grandes baixas devido à desordem e à indisciplina de suas tropas diante dos pró-Gaddafi entrincheirados na cidade, estimados em cerca de 1.500 homens pelo CNT.

Na semana passada, por falta de coordenação, os pró-CNT precisaram abandonar o aeroporto que acabavam de tomar.

As forças do CNT contavam com a queda de Sirte, a 360 km de Trípoli, para reunir suas forças na frente de Bani Walid, mas há uma semana enfrentam uma grande resistência dos últimos fiéis a Gaddafi, na cidade onde o líder deposto nasceu.

Nesta segunda-feira, a fuga de pessoas próximas a autoridades do regime deposto, em particular da mãe e do irmão de Mussa Ibrahim, o porta-voz do Guia foragido, reativou as esperanças dos combatentes do CNT sobre uma rápida tomada de Sirte.

Meia dezena de veículos, com homens, mulheres e crianças, saíram pela manhã dos bairros "Dollar" e "Nº2", onde as forças pró-Gaddafi se protegem, mas não havia personalidades importantes, segundo Wassim Ben Hamidi, responsável pelas operações na frente Leste.

De acordo com outro comandante pró-CNT, Hassan al Droe, os fugitivos afirmaram que Muatassin Gaddafi, um dos filhos do ex-líder, ainda se encontrava em Sirte.

Informações contraditórias circulam regularmente entre as forças do CNT sobre a presença de pessoas próximas a Kadhafi em Sirte e Bani Walid. Na semana passada, foi anunciada a captura de Muatassin Gaddafi em Sirte, mas ela foi desmentida posteriormente.

Pouco depois foram reiniciados os bombardeios com armas pesadas contra os bairros "Dollar" e "Nº2" ao noroeste de Sirte, onde os partidários de Gaddafi resistem há vários dias.

O CNT espera a queda de Sirte para proclamar a "libertação total" do país e formar um governo responsável por administrar a transição.

Em Trípoli, o ministro britânico das Relações Exteriores, William Hague, em visita à capital líbia, anunciou a reabertura da embaixada do Reino Unido e destacou a importância da integração dos combatentes no processo de transição, ao término de uma reunião com o presidente do CNT, Mustafa Abdul Jalil.

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