Ataque talibã deixa dois mortos e 15 feridos em Cabul

Cabul, 1 Jan 2016 (AFP) - Dois afegãos morreram, entre eles um menino de 12 anos, e outras 15 pessoas ficaram feridas nesta sexta-feira em um atentado suicida com carro-bomba reivindicado pelos talibãs contra um restaurante de culinária francesa de Cabul, frequentado por estrangeiros.

Lançado dez dias antes de uma reunião para promover negociações de paz com os rebeldes, o ataque era dirigido contra o restaurante Le Jardin, propriedade de um afegão e situado no bairro de Qala e-Fatullah, onde diversas ONGs estrangeiras têm sua sede.

As forças de segurança isolaram a zona, enquanto bombeiros e ambulâncias se dirigiam ao local da explosão.

"Podemos confirmar que houve um ataque suicida com carro-bomba contra Le Jardin", disse à AFP o chefe da Polícia judicial de Cabul, Fraidun Obaidi.

"Agora, estamos apagando o fogo", afirmou Obaidi.

"Dois afegãos morreram. e outros 15 ficaram feridos, confirmou Obaidi.

A ONG italiana Emergency, que dispõe de um hospital no centro de Cabul, informou no Twitter que uma das vítimas fatais era um menino de 12 anos.

"Nesta tarde (sexta-feira), realizamos um ataque contra um restaurante de invasores estrangeiros", tuitou o habitual porta-voz dos talibãs, Zabiulah Mudjahid.

Mudjahid afirmou que havia vários estrangeiros mortos e feridos no atentado suicida, mas os insurgentes costumam exagerar o balanço de vítimas de seus ataques contra alvos governamentais e estrangeiros.

Com frequência, os talibãs atacam as tropas afegãs e as da Otan, assim como hotéis e restaurantes frequentados por estrangeiros.

O presidente afegão, Ashraf Ghani, condenou "firmemente" o ataque em Cabul.

"Os ataques terroristas que matam civis inocentes são crimes imperdoáveis, injustificáveis em qualquer religião", declarou Ghani, em um comunicado.

Incerteza sobre negociações de pazEste primeiro atentado do ano em Cabul acontece pouco mais de uma semana depois de uma importante reunião entre China, Estados Unidos, Paquistão e Afeganistão, destinada a criar um "mapa do caminho" para retomar as negociações de paz com os rebeldes talibãs, interrompidas no ano passado.

O Paquistão, um país que historicamente apoiou os talibãs, acolheu uma primeira rodada de negociações em julho, mas depois elas se estancaram quando os insurgentes anunciaram a morte de seu líder, o mulá Omar.

Os talibãs lançaram uma grande campanha na primavera em todo o Afeganistão e multiplicaram os atentados suicidas com o objetivo, segundo os especialistas, de chegar em uma posição de força na mesa de negociações.

Há poucos dias, o poderoso chefe do Exército paquistanês, o general Raheel Sharif, visitou Cabul para preparar o terreno para novas negociações com os insurgentes.

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