Hezbollah ataca patrulha israelense na fronteira entre Israel e Líbano

Beirute, 4 Jan 2016 (AFP) - O movimento xiita libanês Hezbollah atacou uma patrulha israelense na fronteira entre Israel e Líbano, provocando uma resposta imediata da artilharia do Estado hebreu contra duas localidades libanesas.

Segundo fontes de segurança, Israel respondeu com disparos contra duas aldeias na região das fazendas de Shebaa.

Em Jerusalém, o Exército israelense confirmou que um artefato explosivo artesanal foi deflagrado perto de "veículos militares" próximo à fronteira e que o ataque não deixou vítimas.

Depois de uma "avaliação da situação feita pelo chefe do Estado-Maior, Gadi Eisenkot (...), o Exército respondeu com tiros de artilharia sobre alvos do Líbano", declarou um porta-voz militar em um comunicado.

"Consideramos esse acontecimento seriamente e estamos em estado de alerta elevado", completou.

Em nota, o Hezbollah afirmou que seus combatentes detonaram um artefato explosivo contra uma patrulha israelense nas fazendas de Shebaa, "danificando um veículo blindado e ferindo seus ocupantes".

De acordo com o comunicado, a ofensiva foi lançada em resposta ao assassinato de Samir Kantar em dezembro passado, uma figura do movimento xiita libanês morto perto de Damasco por um ataque atribuído a Israel.

O chefe do Hezbollah, Hassan Nasrallah, prometeu retaliar "no lugar e no momento em que o Hezbollah considerar apropriados".

A ONU considera que o setor das fazendas de Shebaa faz parte do Golã sírio conquistado por Israel em 1967 e anexado em 1981, mas o Líbano afirma que integra seu território.

Em um comunicado, a Força Interina das Nações Unidas no Líbano (Finul) que monitora o setor pressionou os dois campos a evitar uma escalada.

O comandante dessa missão, o general de Divisão Luciano Portolano, convocou as duas partes "à contenção extrema frente a qualquer provocação".

Samir Kantar foi condenado à prisão perpétua em 1980 por matar um policial, em 1979, em uma operação em Nahariya, no norte de Israel. Em seguida, Kantar fez um civil de refém, o qual abateu antes de matar sua filha, declarou a Justiça israelense.

O Hezbollah teve um papel importante em sua libertação por parte de Israel, em 2008, no âmbito de uma troca de detentos. Um funcionário de segurança israelense de alto escalão advertiu, porém, que Kantar continuava sendo um "alvo".

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