Milícia armada mantém mobilização em parque nacional dos EUA

Burns, Estados Unidos, 6 Jan 2016 (AFP) - A tomada de um parque nacional no noroeste dos Estados Unidos entrou em seu quarto dia consecutivo, nesta terça-feira, mas o número de manifestantes mobilizados começou a cair.

Pelo menos dez homens, metade de ontem, com roupa militar, ou com chapéu de vaqueiro, ocupavam o parque Malheur National Wildlife Refuge, coberto de branco pela neve caída nas últimas horas.

Um dos manifestantes vigiava a área do alto de uma torre de controle, armado com um fuzil, constatou um fotógrafo da AFP.

O grupo tomou o parque no sábado, em apoio a Dwight Hammond Jr., de 73 anos, e seu filho Steven, de 46, sentenciados a cinco anos por provocarem vários incêndios em 2001 e em 2006 em terrenos do parque que podiam usar para seu gado.

Segundo o líder do protesto, Ammon Bundy, a família Hammond sofre há anos a perseguição das autoridades por terem-se negado a devolver a cessão das terras.

Hoje, Bundy disse ter "um plano" sobre o desenvolvimento da ocupação, mas não divulgou qual.

"Entendemos que não há lugar para a intimidação em uma comunidade", declarou, em entrevista coletiva.

Bundy é filho do pecuarista Cliven Bundy, que protagonizou, em 2014, um confronto armado similar em Nevada.

Na segunda-feira, as autoridades locais pediram aos manifestantes que deixassem a área, depois que pai e filho se entregaram às instituições penitenciárias federais.

"Disseram que estavam aqui para ajudar os cidadãos do condado de Harney. Essa ajuda terminou quando o protesto pacífico se transformou em um protesto armada e ilegal", afirmou o xerife David Ward.

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