Iêmen recusa representante da ONU para direitos humanos

Nova York, 8 Jan 2016 (AFP) - O governo iemenita declarou "persona non grata" o principal representante da ONU para os direitos humanos nesse país, o palestino George Abu al-Zulof.

A organização rejeitou a decisão e pediu que seja revertida.

O Ministério das Relações Exteriores do Iêmen acusou o representante das Nações Unidas de "parcialidade" em seus relatórios sobre a situação dos direitos humanos nesse país e anunciou sua expulsão.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, garantiu ter "plena confiança" em George Abu al-Zulof e pediu ao governo do Iêmen que "reconsidere sua posição sobre a expulsão".

A decisão do Iêmen de expulsar o funcionário foi anunciada no momento em que a ONU prepara o início de uma nova rodada de negociações entre as duas partes beligerantes no país, em meados de janeiro.

Uma coalizão dirigida pela Arábia Saudita intervém em apoio ao governo iemenita desde março de 2015 para derrotar os rebeldes xiitas huthis, acusados de vínculo com o Irã. Esses rebeldes ocupam amplas faixas de território no país. Os confrontos armados já deixaram 2.800 civis mortos, segundo a ONU.

Apenas em dezembro morreram pelo menos 81 civis no Iêmen, a grande maioria em consequência das operações aéreas da coalizão liderada por Riad, lamentou a ONU na última terça-feira.

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