Charlie Hebdo: quatro pessoas serão julgadas por dar identidade de jihadistas

Paris, 8 Jan 2016 (AFP) - Duas policiais, um jornalista e um ex-agente dos serviços secretos franceses serão julgados por ter divulgado nas redes sociais a identidade dos jihadistas que atacaram a revista Charlie Hebdo quando eles ainda eram perseguidos, informou nesta sexta-feira a procuradoria de Paris.

As duas policiais vão ser julgadas por violação do sigilo profissional, delito passível de ser punido com até um ano de prisão, segundo a fonte.

Nenhuma das duas participava da investigação do massacre, de acordo com uma fonte da polícia.

Elas são acusadas de enviar cópias dos documentos de identidade dos irmãos Kouachi, autores do ataque, a um ex-membro do serviço de inteligência exterior francês, Pierre Martinet, que divulgou através do Facebook um aviso de busca dos jihadistas e de um suposto cúmplice.

A responsabilidade deste último foi rapidamente descartada, mas o seu nome já havia circulado nas redes sociais.

Outra pessoa muito ativa nas redes sociais, o fotojornalista Jean-Paul Ney, espalhou no Twitter a foto da identidade de Said Kouachi, o aviso de busca e outra foto de Chérif Kouachi.

Pierre Martinet e Jean-Paul Ney serão julgados por ocultação de violação de sigilo profissional.

No dia 7 de janeiro de 2015, as primeiras informações sobre a investigação foram divulgadas pouco antes das 21H00, e os nomes do jihadistas citados nos meios de comunicação na parte da noite.

Os irmãos Kouachi foram mortos em 9 de janeiro durante a ação policial no local aonde estavam escondidos.

A data do julgamento ainda não foi fixada.

arb-pta-mc/eg/mr/mvv

Receba notícias do UOL. É grátis!

Facebook Messenger

As principais notícias do dia pelo chatbot do UOL para o Facebook Messenger

Começar agora

Newsletter UOL

Receba por e-mail as principais notícias, de manhã e de noite, sem pagar nada. É só deixar seu e-mail e pronto!

UOL Cursos Online

Todos os cursos