Hillary Clinton e democratas criticam Obama por deportações

Washington, 12 Jan 2016 (AFP) - Uma parcela importante do Partido Democrata dos Estados Unidos criticou fortemente o presidente Barack Obama após uma onda de prisões de imigrantes ilegais originários da América Central para sua posterior expulsão.

Ao menos 139 legisladores democratas assinaram nesta terça-feira um dura carta aberta a Obama onde pedem a "suspensão imediata" da onda de prisões, "até que se possa garantir que qualquer mãe ou criança seja enviada de volta a um país onde enfrente perseguição, tortura ou morte".

As autoridades americanas anunciaram, na semana passada, a detenção de 121 adultos e crianças em situação irregular, principalmente em Texas, Geórgia e Carolina do Norte. Essas famílias chegaram ao país a partir de maio de 2014 e estão sob ordem de deportação.

Na carta, os legisladores afirmam categoricamente que as detenções - iniciadas entre o Natal e o Ano Novo - "geraram medo e pânico generalizado entre as comunidades de imigrantes" e levantaram "numerosos questionamentos" sobre os procedimentos legais adotados.

Entre as medidas que Obama deveria considerar, os legisladores sugerem a emissão de um Status de Proteção Temporária (TPS, em inglês) para estes imigrantes centro-americanos que fogem da violência em seus países de origem.

Ao apresentar a carta, o legislador Luis Gutiérrez disse que "este não é um assunto migratório, e sim uma questão de refúgio". "Estas pessoas estão buscando asilo, não são imigrantes econômicos".

"Condenamos energicamente as operações recentes do departamento de Segurança Interior contra mães e filhos refugiados de El Salvador, Honduras e Guatemala", afirmam na carta.

Destes três países, são originários muitos imigrantes clandestinos chegados ao país nos últimos anos através de sua fronteira com o México.

Hilarry Clinton, pré-candidata democrata à presidência dos Estados Unidos, afirmou que "a execução de nossas leis sobre a imigração devem ser feitas com humanidade e segundo os procedimentos regulares; é por isso que estimo ser necessário parar as incursões que voltadas para as comunidades de imigrantes".

"Estas prisões devem devem parar. Causam medo desnecessário nas comunidades. Temos melhores formas de fazer cumprir a lei em consonância com nossos valores".

Em 2014, quando uma onda de menores de idade desacompanhados provocou uma crise política nos Estados Unidos, os republicanos acusaram a Casa Branca de falta de firmeza e enterram um projeto de regularização de aproximadamente 11 milhões dos migrantes sem documentos no país.

"Pedimos a suspensão imediata da operação até que estejamos seguros de que nenhuma mãe ou filho será enviado a um país onde corre risco de perseguição, tortura e morte", manifestam os democratas.

A Casa Branca reiterou sua política migratória de promover as regularizações dos ilegais há mais tempo em território americano e das crianças, ao pedir às forças de ordem que se concentrem na expulsão daqueles com antecedentes criminais e que tenham chegado recentemente.

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