Equador vai cooperar com Suécia sobre interrogatório de Assange

Quito, 14 Jan 2016 (AFP) - O chanceler do Equador, Ricardo Patiño, disse nesta quarta-feira que seu país vai cooperar com a Suécia em seu pedido para interrogar Julian Assange na embaixada equatoriana em Londres.

O fundador do site WikiLeaks se encontra asilado na missão diplomática desse país sul-americano desde 2012.

"Vamos cooperar com a Justiça sueca para que eles tomem declarações. Dissemos isso desde o princípio", manifestou o diplomata ao portal eletrônico Ecuadorinmediato.

Hoje, a Procuradoria sueca disse ter pedido autorização a Quito para interrogar Assange, na legação equatoriana em Londres, sobre as acusações de estupro que pesam contra ele.

"A solicitação por escrito foi enviada recentemente pelo Ministério da Justiça para a Procuradoria equatoriana. Não podemos dizer quando a resposta chegará", anunciou o organismo sueco em um comunicado.

Patiño disse que Assange prestará a declaração "em função da lei equatoriana", porque "está sob a jurisdição do nosso país".

O chanceler acrescentou que, embora desconheça "exatamente o procedimento", a Procuradoria do Equador vai tomar as declarações de Assange, possivelmente, diante de procuradores suecos.

Já segundo Estocolmo, depois de obtida a permissão, o interrogatório estará sob responsabilidade da procuradora-geral da Suécia, Ingrid Isgren, em uma data ainda a ser determinada.

O criador do WikiLeaks, de 44 anos e acusado de estupro por uma sueca, em Estocolmo, em agosto de 2010, está refugiado na embaixada equatoriana de Londres desde 2012 e recebeu asilo de Quito.

O australiano se recusa a voltar para a Suécia por medo de ser extraditado para os Estados Unidos, onde é investigado por causa do WikiLeaks. No site, foram divulgados em 2010 mais de 500 mil documentos sigilosos sobre Iraque e Afeganistão, assim como mais de 250.000 telegramas diplomáticos.

Depois de terem descartado um interrogatório em Londres, em 2015, os juízes suecos concordaram com ouvir Assange na embaixada. O Equador se recusou, então, a abrir as portas da embaixada na ausência de um acordo bilateral, o qual foi alcançado em dezembro passado.

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