UE abre debate sobre estatuto da China como 'economia de mercado'

Bruxelas, 13 Jan 2016 (AFP) - A Comissão Europeia começou a debater nesta quarta-feira o reconhecimento pedido pela China do estatuto de economia de mercado no âmbito da Organização Mundial do Comércio (OMC), inaugurando, assim, um ano de deliberações sobre este tema espinhoso.

"Tivemos uma discussão [entre os 28 comissários europeus]. Voltaremos ao tema mais adiante, já que o presidente [da Comissão, Jean-Claude Juncker] disse claramente que se deve analisar o tema em detalhe, dada a importância que tem para o comércio internacional, mas também para a economia da UE", disse Frans Timmermans, vice-presidente da Comissão, ao comentar o debate em coletiva de imprensa.

"Voltaremos a falar sobre o tema mais adiante", acrescentou.

A Comissão deve chegar a uma posição sobre este pedido que a China faz desde sua entrada na OMC, em 2001, o qual refuta regularmente.

Um reconhecimento no sentido reivindicado por Pequim tornaria mais difícil à UE combater o 'dumping' chinês. A UE tem sete queixas abertas contra a China perante a OMC.

Os 28 ministros do Comércio da União Europeia (UE), que são os que deverão se pronunciar no âmbito da UE, já tiveram uma primeira discussão sobre o tema em novembro passado e agora esperam uma "opinião legal" da Comissão.

A pressão dentro do bloco europeu é importante, e que vai da indústria de painéis solares, passando pela siderurgia até a cerâmica.

Para a UE, o tema é sensível do ponto de vista político, pois a decisão que tomar terá consequências para suas relações com os Estados Unidos, o primeiro parceiro comercial do bloco. A China é o segundo.

A poderosa Aegis Europe, que reúne 25 federações europeias de diferentes indústrias e foi criada para combater esta designação à China, considera que dar a Pequim este estatuto "teria um impacto negativo imenso na indústria europeia".

Para obter o estatuto de economia de mercado, os membros da OMC devem responder a alguns critérios, mas os críticos afirmam que o governo chinês continua intervindo em todos os setores de sua economia.

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