Pamela Anderson denuncia alimentação forçada de aves para 'foie gras' na França

Paris, 19 Jan 2016 (AFP) - A atriz Pamela Anderson denunciou perante Assembleia Nacional francesa, nesta quarta-feira, a alimentação forçada de patos e gansos para a fabricação de 'foie gras'.

A presença da protagonista da famosa série "Baywath" no edifício do parlamento provocou grande tumulto, fazendo necessário que os oficiais de justiça chamassem a polícia para controlar os fotógrafos e câmeras na pequena sala onde aconteceu a coletiva de imprensa.

"Peço aos deputados franceses que proíbam a alimentação forçada dos patos. O 'foie gras' não é um produto saudável e não tem cabimento em uma sociedade civilizada. Estes patos não vivem nenhum dia feliz em suas vidas", disse a atriz de 48 anos, de nacionalidade americana e canadense.

Anserson foi convidada à assembleia pela deputada ecologista francesa Laurence Abeille para denunciar este método que consiste em introduzir um tubo no pescoço dos animais para forçá-los a comer.

A atriz, conhecida em todo o mundo pelo papel de salva-vidas que corria com um traje de banho justo pelas praias da Califórnia, há anos defende a causa dos animais com campanhas contra o uso de peles, couro e experimentação.

Ela também foi convidada à França pela fundação Brigitte Bardot, que durante a coletiva de imprensa anunciou uma pesquisa do instituto Ifop, afirmando que 70% dos franceses se opõe à alimentação forçada, tendo em conta a existência de alternativas a este método.

"O 'foie gras' não é um símbolo de festa, mas um símbolo de morte e a gavagem (alimentação forçada) uma barbárie absolutamente indigna", declarou à AFP, nesta terça-feira, a própria Brigitte Bardot, representante da fundação.

A iniciativa suscitou o repúdio de vários deputados franceses, que desejam proteger esta indústria agrícola, muito afetada por casos recentes de gripe aviária.

"É uma política do espetáculo", disse Hugues Fourage, porta-voz do grupo socialista, majoritário na câmara, enquanto o deputado dos republicanos, Christian Jacob, lamentou o "baixo nível político" da intervenção.

Os casos de gripe aviária obrigaram os produtores franceses de 'foie gras', concentrados no sudoeste do país, a congelar a produção durante vários meses, uma medida excepcional que poderia fazer com que o setor perdesse de 300 a 500 milhões de euros.

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